segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Novidades da semana

E, pro primeiro post de 2012, as novidades da primeira semana de 2012!

2011 acabou e, com ele, acabaram-se minhas férias, já que dia 3 de janeiro começou meu curso de verão de Análise Complexa aqui em São Carlos. A minha idéia original era vir pra cá no dia 2 de manhã, arrumar a casa (que estava uma bagunça enooooooooorme) no dia 2 à tarde, e começar as aulas no dia 3, mas esse plano não deu muito certo: acabei não comprando passagem com antecedência (é Fergo, pôxa, e Fergo quase sempre vai vazio, ainda mais de segunda-feira, né! Tá, essa lógica não funciona tão bem no dia 2 de janeiro...), cheguei na rodoviária e não tinha mais lugar, mas ao menos consegui a última passagem pro ônibus da noite, e voltei pra Sanca na segunda à noite. A faxina de segunda à tarde foi embora, mas ao menos ganhei um dia a mais em CM.

Cheguei em Sanca na madrugada do dia 3, dormi, e já acordei pra primeira aula. Gostei do curso de Análise Complexa do verão: o professor tá passando a parte inicial até que bem rápido, o que é ótimo, já que são coisas ultra-elementares e isso quer dizer que vai sobrar tempo pra aprofundar mais no curso mais pra frente! Mas, por tá indo assim tão rápido, as 3 primeiras aulas me renderam 38 páginas de notas de aula já (sem contar as 23 páginas de exercícios resolvidos); como são 6 semanas de curso, mantendo essa média, meu caderno no final vai ter 366 páginas, o que, bom, é bastantinho, né!!

E o tempo livre dessa semana (que é até que bastante: são só 10h de aula por semana) foi gasto resolvendo tudo o que eu tinha pra resolver aqui. Na terça, fiz aquela mega-faxina da minha casa, provavelmente a única do ano, já que eu demorei umas 3h pra limpar tudo aqui e cansei de faxina. Quarta não tive aula, aproveitei pra fazer compras no mercado (até porque, eu não tinha como cozinhar se não fizesse; meu sal tinha acabado e o arroz tava no fim; além disso, eu tava sem água, tive que ferver água na terça pra poder ter água pra tomar) e estudar um pouco, e, na quinta, terminei a minha inscrição pro mestrado na Polytechnique (agora é cruzar os dedos e torcer pra ser aceito!). Sexta-feira, fim de semana, saí com o pessoal do curso de verão num barzin aqui em Sanca beber. A noite acabou comigo aprendendo a jogar pôquer (pois é, tem coisas que não dá pra não aprender na faculdade mesmo) e ainda por cima ganhando de todo mundo, uhuu =D (mas não jogamos valendo nada...).

E, nesse sábado, resolvi atacar a pasta "Organizar" do meu computador. Foram horas e horas e horas organizando músicas e fotos, e a pasta organizar ainda tem quase 10GB e arquivos que tão lá desde o meio de 2010... vai ser um bom trabalho, organizar isso tudo. Já domingo foi dia de estudar, e foram umas 10h pra fazer os 16 primeiros exercícios da primeira lista de exercícios do curso de verão, que eu resolvi parar de fazer agora há pouco, já que já são quase 3h da matina...

Ah, sim, na pasta "Organizar" do meu computador, tinha umas fotos que eu tinha tirado em setembro do ano passado aqui do meu quarto em São Carlos, num dia em que ele estava relativamente organizado (repito: relativamente!). Fala sério, meu quarto não ficou legalzin?


Repito: relativamente organizado! Até que não tá tão ruim, vai...


E agora tem mais uma medalha junto com as outras ali no canto, a da São Silvestre! E também tem mais um bilhete de show, o do Ringo Starr =D


Olha como eu me esforcei pra deixar o quarto organizado, até a cama tava arrumada nessa hora!!

Teve várias outras fotos que eu organizei aqui... achei, por exemplo, as fotos que tirei no Museu TAM da história da aviação, que eu tinha ido no final de agosto. O museu fica a uns 10min de carro de São Carlos e vale a pena visitar, tem um monte de coisa lá!


Um monte de coisa mesmo, e olha que isso é só uma parte do Museu TAM!

A propósito, acho que eu nem cheguei a comentar aqui de uma tentativa culinária que eu fiz semestre passado. Tentei fazer pain au chocolat e tirei fotos do resultado. É, bom, vale a tentativa, né?


É... não é bem um pain au chocolat, né?

A propósito, eu mencionei en passant a São Silvestre acima quando falei das medalhas, né? Pois é, a São Silvestre foi ótima! São Silvestre 2011 foi embaixo de chuva; começou a chover logo que foi dada a largada, ficou uma chuva intermitente ao longo dos primeiros 10km e uma chuva constante ao longo dos últimos 5km (que fez parecer que a minha camiseta tinha uns 5kg a mais na subida da Brigadeiro...). O percurso novo até que foi legal, apesar de ser menos divertido não passar pelo centro histórico de São Paulo. O problema foram duas descidas que teve lá, que eram inclinadas demais; a primeira delas, que substituiu a descida da Consolação, me deu até medo, que, de tão inclinada, eu achava que ia cair o tempo todo, e a segunda, na Brigadeiro depois da Paulista, molhada da chuva, tava até que perigosa, mó risco de cair por lá... mas não teve problema nenhum quanto a isso, no fim das contas. Só a chegada, que foi no Parque do Ibirapuera, pra ter mais espaço, mas tava um lamaçal só por lá, e, bom, depois, pra voltar pro metrô, era um pouco complicado também, sorte que tava passando um monte de ônibus...


Correr a São Silvestre com chuva é super duvertido! =D

E o resultado? 1h33min20s, ou seja, 5 segundos a mais que no ano passado, o que é até que bom, dado que tava chovendo, né. E bem menos cansaço e bem menos dor na perna que no ano passado, acho que o intensivão de treinos das duas semanas antes da corrida ajudou bastante! E eu e meu vô saímos no Diário do Vale, o jornal de Cândido Mota, antes da corrida (reportagem aqui) e depois (ainda não tem o link da reportagem...)! =D Que, diga-se de passagem, foi a 4a vez que apareci no jornal de Cândido Mota em 2011. Tô ficando famoso, né?! hauhauhaauhauh


A propósito, a medalha da São Silvestre desse ano é linda, né?!

Mas a próxima sessão de organização será dedicada às novas músicas de Yeguejê-Yagajá! Porque, sim, depois de 5 anos sem gravar nada, a gente gravou mais músicas e, inclusive, dois vídeos!!! O Zé ainda não me passou os arquivos, mas, assim que passar, vou editar aqui e nossos sucessos em vídeo irão pro YouTube!!! =D

E, bom, hora de ir agora, que amanhã tem aula, essa semana acho que vai ter bastante coisa pra estudar, e fim de semana que vem é fim de semana de churrasco da sala: churrasco da turma de colegial na chácara do Zé! Espero que vá bastante gente!

Inté! \o_

domingo, 25 de dezembro de 2011

2011

E 2011 acabou! Tá, não acabou de fato ainda, eu sei, é Natal, ainda tem uma semana pro Ano Novo, mas, pra todos os fins práticos, já podemos dizer que falta pouquíssimo pra acabar, né?

Bom, e então, o que dizer de 2011? Olha, devo admitir que 2011 foi um ano que me surpreendeu, porque eu não esperava que pudesse ser tão bom assim! Que o digam os meus posts do começo do ano! Também, pudera, não é fácil começar um ano sem saber em que país você vai terminá-lo, se você vai estar formado ou não, como vai estar sua vida pessoal e se você vai conseguir aproveitar bem seu tempo nos 365 dias que seguem.

E foi por tudo ter dado tão certo que 2011 me surpreendeu. Aquele desânimo que eu estava com os estudos no final de 2010 passou quando começaram os primeiros cursos de 2011 com matérias bem mais interessantes, bem mais palpáveis pro meu nível e bem mais perto do que quero estudar pro resto da vida - e o resultado foram melhores notas e eu ter finalmente conseguido um estágio, o que também já me preocupava um bocado no finzinho de 2010 e no comecinho de 2011.

Mas não foi só a falta de motivação nos estudos que foi resolvida em 2011. Porque, bom, essa história do que fazer depois do final da Polytechnique me preocupava. Ficar na França? Voltar pro Brasil? Porque o meu medo era apostar tudo em voltar pro Brasil e, chegando aqui, descobrir que eu teria que ficar muito tempo a mais aqui até eu me formar... ter que cursar muitas matérias diferentes daquilo que eu pretendo fazer pelo resto da vida... enfim, essa idéia de voltar para o Brasil me preocupava, e eu, desesperado, acabei pensando em mil soluções, desde ficar na França e abandonar meu diploma da USP até fazer malabarismos acadêmicos pra acabar o curso (não necessariamente Engenharia Elétrica em São Carlos...) em um ano. E qual não foi a minha surpresa então quando eu recebi um e-mail me dizendo que eu terminaria meu curso em 6 meses, cursando apenas 14 créditos de disciplinas, mais o TCC!! Ou seja, não só eu terminaria meu curso bem rápido, mas eu também teria tempo livre, pra fazer mais cursos, pra dar aulas de francês, pra fazer iniciação científica, pra dar monitoria, pra ter vida social... tá, no fim das contas, eu superestimei meu tempo livre e peguei coisas demais pra fazer, mas ainda tive um segundo semestre e tanto esse ano, e, das apreensões que eu tinha ao voltar para o Brasil, nenhuma delas foi de fato um problema (tirando, claro, o fato de que não se fala francês por aqui, car la langue française me manque beaucoup, comme tout le reste de la France, d'ailleurs!).

E tudo bem que a minha grande preocupação quanto ao estágio de pesquisa na Polytechnique era conseguir um estágio, mas eu não imaginava conseguir um tão bom assim! Primeiro que o tema era a minha cara, era em controle, com várias sutilidades, uma questão aparentemente simples com uma resposta nada trivial! Segundo que o desenvolvimento foi do jeito que eu queria: trabalhando a maior parte do tempo em casa, eu, várias folhas de papel, um lápis, e nada mais. Encontrando com os orientadores uma vez por semana, mudando de caminho, testando várias idéias, até, um dia, eu chegar na sala de um dos orientadores e poder falar que um dos caminhos que a gente tinha tentado aparentava ter dado certo. E deu mesmo. Ou seja, 2011 me rendeu, além de tudo, meu primeiro teorema e meu primeiro artigo! (tá, o artigo ainda não foi publicado, né, mas já foi submetido, é o primeiro passo!). Já estaria ótimo se tivesse sido só isso, né? Mas não, porque, além de tudo, recebi, no meio de outubro, a notícia de que o meu estágio havia recebido um dos Grandes Prêmios do Estágio de Pesquisa da Polytechnique! Um prêmio pelo primeiro projeto de pesquisa que fiz! Uma medalha enooorme, lindona, recebida durante uma cerimônia na Polytechnique na qual apresentei meu estágio. Sim, uma cerimônia na Polytechnique: depois de meio semestre no Brasil, pude voltar pra França durante uma semana pra receber o prêmio e passear um pouco em Paris, tudo isso durante uma semana em que eu tinha poucas aulas na USP e poderia viajar tranüilamente. E com as passagens reembolsadas pela Polytechnique! Alguma dúvida de que eu escolhi o estágio certo?! =D

Outra coisa que me dava medo era como seria a minha vida social em um ano de tantas mudanças. Primeiro, sair da Polytechnique; tudo bem que a Polytechnique não era o melhor lugar do mundo para se desenvolver uma vida social ultra-ativa, né (oi, vida social em uma escola militar de engenharia isolada no alto de um planalto? pois é...), mas eu não fazia a menor idéia de como seria durante o estágio e como seria a volta para o Brasil. E, no fim das contas, foi ótimo. Meus três meses de estágio entram na minha memória como um tempo em que, além de fazer o estágio, eu saía todos os fins de semana, via meus amigos com freqüência, passeava bastante em Paris, enfim, fazia tudo o que eu queria, eu tinha uma vida, fazia meu estágio e estava feliz com isso. A imagem grava em minha mente é de eu mesmo, andando de bike em Paris de madrugada, voltando de uma das nossas soirées entre amigos, passando pelas principais ruas de Paris no meio da madrugada até chegar em Vincennes, onde eu morava.

E, apesar de eu ter ficado muito triste por deixar essa vida para trás no meio do ano e voltar para o Brasil, no fim das contas a minha vida no Brasil também foi tão boa quanto! Eu até fui no Tusca esse ano! Fui em algumas festinhas em São Carlos, também aproveitei pra ir festar em São Paulo, encontrei-me várias vezes com meus amigos de Cândido Mota, e a única coisa que faltou mesmo foi marcar um Nerd Xurras, mas ainda temos 2012 pra isso! Devo admitir que voltar pro Brasil me surpreendeu também; achei que minha vida aqui ia ser bem mais paradona que na França, que eu ia ficar mais em casa, dormir mais, ficar à toa aos finais de semana, mas não foi muito assim não, e tenho a impressão de que aproveitei muito bem esse semestre por aqui!

No fim das contas, o saldo de 2011 foi positivíssimo! E, se foi tão bom assim, eu só tenho a agradecer a todos que estiveram comigo nesse ano - amigos, família, professores -, que tiveram um papel fundamental pra que eu tivesse um ano tão bom assim! Afinal, um ano bom não se constrói sozinho, né!

E agora, o que esperar para 2012? Acho que vai ser difícil eu conseguir um ano que supere 2011, mas ainda nem sei direito o que esperar. 2012 vem com mais um semestre aqui no Brasil, com a esperança de voltar para a França, e com muitas mudanças na vida que vão me levar só Deus sabe pra onde. Mas, se as mudanças que eu previa para 2011 me davam medo, essas que espero para 2012 me deixam animado; afinal, um 2011 tão bom só pode me deixar otimista!

E, para quem não acredita que livros possam mudar vidas, só deixo dois exemplos: este e este. Dois livros que eu li no mesmo dia em fevereiro deste ano e que me fizeram mudar um pouco a forma com que vejo o mundo. Não pelos livros em si, mas pelo que eles representaram para mim.

Bom, a todos os leitores deste blog (se é que ainda há algum, depois de tanto tempo de inatividade), boas festas de fim de ano e um excelente 2012! \o_

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sim, sumi um pouco do blog; acontece, né... ah, o fato é que eu achei que esse semestre ia se tranqüiiiiiiilo, sossegaaaaaado, que eu ia ter tempo pra fazer tudo o que eu precisava e ainda ter um bocado de tempo livre... eh, bien, aí, pra não ficar em tamanha folga, fui puxando coisa, puxando coisa, puxando coisa... e agora tô sobrecarregado no semestre que deveria ser o meu mais tranqüilo!!!

Aí acaba que eu nem venho muito postar aqui no blog, o que não quer dizer que não tenha nada acontecendo por aqui; pelo contrário!! Resumidamente: terminei o último post falando da vinda da minha mãe e da minha vó pra cá; foi bom passar o fim de semana com elas, e a gente ainda passeou um pouco em Sanca: fomos ao Museu TAM, que fica aqui em São Carlos; foi inaugurado tem um tempinho, mas eu nunca tinha ido lá. É bem legal, conta toda a história da aviação e tem um monte de avião exposto, inclusive um cujo interior dá pra visitar!

No fim de semana seguinte, fui pra São Paulo visitar o pessoal! A viagem foi bem legal: começou com a Tequilada da Póli na sexta-feira (que tava ótima, diga-se de passagem; eu nunca bebera tequila antes, e achei aquele coiso muito bom!!!), e depois, no sábado, conseguimos reunir o povo todo pra jantar e ir num barzinho. E ainda fizemos um belo almoção no domingo (fizemos = o Zé e o David cozinharam, eu lavei a louça... comme d'hab...), acabei voltando meio tarde pra Sanca, mas foi legal =D

E, no outro fim de semana, eu voltei pra Cândido Mota pra passar a Semana da Pátria (é ótimo ter uma semana inteira de folga na semana do dia 7 de setembro =D ). A semana foi ótima; consegui relaxar um pouco e descansar a cabeça, apesar de ter tido que passar quase todas as minhas noites fazendo um relatório chatíssimo! Matei as saudades da família, saí com os amigos (tava quase todo mundo por lá! =D ), e ainda fui na famosíssima feirinha do aniversário da rádio em Cândido Mota! hauhauahauhauhauha

E aí voltei só ontem pra São Carlos. Cheguei no meio da tarde e comecei a fazer uma lista de exercícios que era pra entregar hoje. Faltavam só 5 exercícios, mas foi ficando complicado, foi enrolando, foi dando errado, e só terminei tudo 1 da matina, e aí fui dormir pra acordar às 7h... acordei, fui tomar café-da-manhã e me lembrei que eu tinha comido tudo o que tinha em casa e não tinha sobrado nada; tive que comer um queijo que tava lá perdido na geladeira há semanas pra não morrer de fome... arrumando minhas coisas pra ir pra aula, o alarme de incêndio do prédio começa a soar; saí pra ver o que era, nada de errado aparentemente, voltei pra casa e continuei arrumando minhas coisas até aquele barulho infernal do alarme parar. Aí na aula o professor resolveu passar uns exercícios a mais e deixar a lista pra semana que vem (yeyyy, perdi várias horas de sono à toa!!! \o/ ). E depois da aula fui no mercado fazer compras (não quero ficar sem café-da-manhã amanhã de novo...); acabei voltando carregando 20kg de compras na mão por 1km, e agora, além de tudo, tô com dor no braço! Sabe como se chama isso? Segunda-Feira...

Bão, e é isso, tcho ir lá que a semana mal começou e eu já tô pensando em como vou descansar no sábado! hauhauahauhauhauha! Inté \o_

sábado, 20 de agosto de 2011

Olá!!

Aí, esse esquema de blog é ótimo, agora que eu tenho um pouco mais de tempo livre pra escrever por aqui, não tenho muitas novidades! hahahahaha! Não é minha culpa, na França quase sempre eu tinha novidades, mas já esse tal de tempo livre era um pouco mais complicado de se ter...

Essa semana foi relativamente tranqüila aqui. Depois do feriado na segunda, tive aula de Laboratório de Telecomunicações na terça de manhã; apesar de eu não estar lá gostando tanto da matéria, até que tá indo bem, e eu me motivei um pouco essa semana pra escrever o relatório da primeira prática (que deve ser pra daqui umas 3 semanas, pelo visto) e agora já tenho um parágrafo e uma figura no relatório! =D À tarde, tive a primeira aula de verdade de Laboratório de Aplicações de CIs Lineares, mas foi meio frustrante: quando a gente terminou de montar o circuito e ajustar todos os parâmetros, acabou a aula e não deu tempo de testar! E aí veio o momento contraste da semana: depois de 3h montando circuitinhos no lab, saí e fui direto ver um mini-curso no ICMC sobre dimensão fractal! Sair dos resistorezinhos e ir direto pra matemática assim é um belo dum contraste, viu! =D

E, não bastasse eu ter dormido pouco à noite de segunda pra terça e estar cansado de dois laboratórios de 3h cada mais o mini-curso de 2h, ainda resolvi ir a uma palestra à noite, do Ciência às 19h, um programa do IFSC (Instituto de Física de São Carlos) que promove palestras de divulgação científica todo mês ao longo do ano escolar. Eu tinha o costume de ir a estas palestras antes de ir pra França, e, vendo o cartaz da deste mês aqui, me lembrei delas e resolvi ir. Foi muito interessante, o tema era "A ciência vista pelo surdo", e a palestrante foi uma professora da UFRJ que começou um projeto de ensino de ciência para alunos surdos. Ela começou do nada assim e teve um monte de dificuldades, e aí ela foi expondo pra gente como anda a questão da educação dos surdos no Brasil e no mundo, e o panorama não é nada animador. Pra se ter uma noção, quando ela começou os cursos de biologia pra alunos de nível de ensino médio, ela descobriu a inexistência de vocabulário científico em Libras e, pesquisando mais, o problema parece ser global mesmo! Além disso, dos mais de 200 alunos que passaram pelo grupo de estudos dela, mais de 20% não tinha ninguém na família que sabia língua de sinais, ou seja, não tinha com quem se comunicar! Enfim, foi uma palestra de divulgação de uma realidade desconhecida da maioria!

O resto da semana foi mais tranqüilo que a terça-feira. Na quarta, tive a minha primeira aula de Introdução à Teoria da Medida. O curso parece legal e o professor é ótimo, só o conteúdo que eu já estudei um pouco, então parece que vai ser um curso tranqüilo. Quinta-feira tive as três aulas de sempre; as duas teóricas da manhã foram tranqüilas, e à tarde tive Laboratório de Eletrônica de Potência. As primeiras aulas desse lab foram só uns experimentos básicos com eletrônica de potência, mas a parte principal do curso mesmo é um projeto a ser desenvolvido ao longo do semestre todo, e foi nessa quinta a divisão dos projetos. A gente foi pra aula contando em poder escolher o próprio grupo e poder escolher qual projeto fazer, e o professor até fez a gente acreditar nisso por um tempo, até ele escrever na lousa a divisão de grupos e de projetos que ele tinha feito, e ponto. No fim das contas, acabei pegando um projeto que me pareceu um pouco complicado por ter umas coisas que eu não tinha estudado ainda, mas pretendo tirar o atraso dos estudos assim que der.

E hoje só fui na última palestra do tal mini-curso de dimensão fractal que eu tinha começado na terça. Aproveitei também pra conversar com o prof. Hildebrando pra desenvolver um projeto de iniciação científica este semestre com ele: vou estudar Teoria da Medida e Integração, finalmente! =D E, sim, acho que já tô começando a me sobrecarregar demais pra esse semestre, mas, bom, só vai ser problema lá pra novembro mesmo! hahahahaha

E por hoje é isso, que amanhã cedinho tem seminário e, depois do almoço, minha mãe e minha vó chegam pra passar o fim de semana aqui! =D

Inté \o_

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Olá!!

Terceira semana de aulas começando e devo admitir que a minha semana de aulas aqui já tá quase caindo na rotina de estudos! Uma rotina que já tá ficando um pouquinho corrida, diga-se de passagem...

Porque o tonto aqui não consegue ficar com poucos créditos. Originalmente, era pra eu cursar 6 disciplinas: o TCC (trabalho de conclusão de curso) e mais 5 cursos da elétrica aqui, e, com isso, eu me formaria. Simples, prático, e eu ainda teria aula só de terça e quinta, com tempo livre o suficiente pra desenvolver o TCC. Perfeito, não?

Mas aquele curso de Controle Adaptativo tava me chamando, e voilà o primeiro curso fora da grade que peguei. Além disso, bom, semana passada, conversando com o Hildebrando, ele me recomendou um curso de teoria da medida no ICMC que seria interessante, e, bom, encaixava certinho no meu horário... não deu outra: me matriculei também! E já tô agora com 26 créditos aqui (era pra eu fazer 20...), e de quebra ainda penso em pedir uma bolsa de iniciação com o Hildebrando e vou dar monitoria. Porque, bom, pra que simplificar se eu posso complicar, né? huhauahauhauhauah

Tirando estes aumentos na minha carga horária, a semana passada foi normal. Além das aulas, também fui a uma palestra de recrutamento da Schlumberger, uma empresa de tecnologias de petróleo que tava contratando engenheiros de campo. A palestra foi ótima: ela me mostrou por que é mesmo que eu quero partir pra área acadêmica e não chegar nem perto dessa tal de engenharia prática. Sério, não nasci pra ser engenheiro engenheirão assim, que vai lá e faz as coisas na prática; meu ambiente de trabalho tem que ser um com papel e lápis mesmo... bref, é bom ir a este tipo de palestra que você vai percebendo que não nasceu pra isso mesmo... rs

E sábado cedo fui no seminário da turma de iniciação com o prof. Hildebrando, o seminário de que eu participei por 2 anos. A turma cresceu um pouco nestes 2 anos e meio: quando comecei, éramos 3 alunos, mas sábado agora tinha 15 alunos por lá!! Muito provavelmente eu vou continuar participando dos seminários, o Hildebrando até falou de pedir uma bolsa pra mim (eba! bolsa!!! hahahahaha), vou conversar com ele sobre isto amanhã...

Ando animado com os cursos que tô fazendo aqui. O único mais chatinho é o Laboratório de Telecomunicações, mas, bom, eu nunca gostei muito de Telecom mesmo, e ter que fazer práticas de laboratório cuja teoria é a de Ondas Eletromagnéticas, que eu estudei em lááááááá em 2007 e não gostei muito na época, complica um pouco a minha vida. Fiquei surpreendido com o quão legal é Eletrônica de Potência, achei bem divertido e, apesar de eu tá fazendo só o laboratório, sem o curso teórico junto, dá pra ir estudando a teoria em paralelo. Inútil dizer também que tô adorando o curso de Controle Adaptativo, mas é a carga matemática dele que me anima =D Até o curso de Comunicação Digital I, que eu achei que não fosse gostar muito, tá legal: na aula passada, demonstramos o bom e velho Teorema de Nyquist, e parece que o curso vai ter um bocadinho de matemática =D Falta só o curso de Aplicação de CIs Lineares: a aula teórica tá só nas introduções ainda e a aula de laboratório ainda não teve (a primeira é em 1h, a propósito), e também tem o curso de Teoria da Medida que começou já mas, como só me inscrevi na sexta, ainda não fui a nenhum aula. E só anda faltando motivação pra começar o TCC: é tanto artigo pra ler que eu nem sei direito por onde começar. Ao menos tenho um plano: até setembro, estudo; a partir de outubro, relatório (a entrega é 7 de novembro).

E, bom, acho que já enrolei demais aqui e tenho algumas coisas pra organizar antes de ir pra aula. Inté \o_

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Novidades da volta às aulas

Olá!!

Bom, faz um tempinho tempão que não escrevo no blog, mas não o abandonei, só passei uns tempos corridos / com preguiça de escrever aqui. Mas agora que a situação se normalizou e eu voltei a ter uma rotina, acho que vou tentar aumentar a freqüência dos meus posts (principalmente pra evitar que todos eles comecem, como este, falando do tempo que eu demorei pra postar... bref...)

No meu último post, eu ainda falava dos meus últimos dias em Cândido Mota. Pois bem, a minha última semana em Cândido Mota acabou saindo um pouco do previsto. Primeiro porque, bom, eu me dei conta que, com a quantidade de coisas que eu tinha que levar pra São Carlos, não ia caber tudo no carro de uma só vez. E segundo que, bom, eu planejava sair de Cândido Mota na quarta-feira e ficar direto em São Carlos arrumando minhas coisas, mas o Stênio e o David resolveram que quarta-feira era um ótimo dia pra voltar pra CM e, como já fazia mais de 6 meses que eu não os via, acabei decidindo ir pra Sanca na quarta, voltar pra CM na quinta e voltar pra Sanca no domingo, pra volta às aulas na segunda.

O bom disso é que acabei conseguindo trazer tudo o que queria pra São Carlos (incluindo a máquina de lavar roupa!!) e deu pra rever o Stênio e o David (e fazer as tradições de Cândido Mota: lanche na praça, "churrasquinho" em casa, etc...). E, no domingo, terminei a mudança pra São Carlos.

A primeira semana de aulas foi mais pra eu me organizar aqui, acabei estudando pouco. Foi só na quinta-feira à noite que eu terminei de arrumar parcialmente a minha casa, com todas as 29 bandeiras coladas na parede (ah, sim, 2 já caíram: nunca consigo prendê-las suficientemente bem!), mais de 50 cartões postais na parede, e tudo devidamente organizado nas gavetas. Exceto meus livros: como eu não previra uma estante, eles ficaram jogados em cima do meu sofá até hoje, quando eu finalmente os arrumei na estante que eu comprei ontem. =D Enfim, quando a casa tiver um pouco mais organizada, eu tiro umas fotos e posto aqui, que nem fiz com meus quartos na Polytechnique e em Vincennes!

Tô com poucas aulas esse semestre aqui, mas pelo visto elas vão dar um trabalhinho, já que algumas matérias dependem de coisas que já esqueci / não estudei, e preciso revisar ao mesmo tempo em que preparo meu TCC e também reviso as coisas que estudei na França pra um eventual mestrado lá ano que vem! Enfim, acho que vai ser um semestre divertido! =D

Esse fim de semana também aproveitei para ir ao shopping com o John pra comprar algumas coisas no mercado que me faltavam aqui em casa, e, lá, aproveitamos pra ver o filme do Capitão América. Achei o filme legalzinho, mas, olha, o 3D do cinema de São Carlos atrapalhou muito. Sério, se forem assistir a um filme no cinema do shopping de São Carlos, não escolham a versão 3D, é um lixo!!! Ou ao menos a versão 3D de Capitão América foi! Sério, você colocava os óculos mas não tinha NENHUM efeito em 3D, todo o filme se passava no mesmo plano (se você tirava os óculos, dava pra ver que a defasagem espacial das imagens era idêntica em toda a cena, nenhum efeitozinho de profundidade nem nada, ou, se tinha, era muito pequeno). Não bastasse isso, a lente dos óculos dava muito reflexo, ficava aquele coiso de luz no canto incomodando! Enfim, não gostei, não recomendo o 3D de lá. Já quanto ao filme, bom, filme de super-herói é sempre a mesma coisa, o carinha luta contra um milhão de malvados só com as mãos assim e ganha de todos, é o que se espera... ainda assim, achei Capitão América muito apelão em algumas horas; a impressão que dá é que o carinha malvado é malvado demais e tem tudo pra conquistar a Terra, mas o Capitão América destrói ele com uma facilidade que, pra mim, pareceu meio exagerada... mas, bom, não tira o fato de o filme ser bom e de a história ser interessante, principalmente por misturar ficção com realidade na época da Segunda Guerra.

E agora esta semana é a minha primeira semana de "rotina" por aqui. Com todas as aulas já normais e com a casa já organizada, já dá pra eu ter uma rotina por aqui e organizar horários de estudos, essas coisas. E tô bem animado com esse semestre aqui, tá sendo interessante esta espécie de "nova velha vida" em São Carlos =D

Bom, acho que, de novidades dos últimos tempos, é isso!

Inté \o_

terça-feira, 26 de julho de 2011

Olá!!

Putz grila, mas quanto tempo sem escrever nesse blog, hein? Tenho toneladas de novidades pra contar, já que meu último post foi há mais de 2 semanas, numa época de extrema tristeza por estar partindo da França.

Pois é, parti da França. Devo admitir que já aceitei um pouco mais a idéia, mas a cada coisa que eu vejo aqui no Brasil eu penso na França e em como as coisas são mais fáceis (e mais baratas!) por lá! (sério, como esse país tá caro, minha nossa! Ainda mais pra quem não ganha nenhum dinheiro!!! hauhauhauhauah)

1. A odisséia de voltar pro Brasil
1.1. Entrega do quarto
E a partida da França já foi em si uma odisséia. Sábado, 9 de julho de 2011, dia de eu voltar pro Brasil. Esse sábado começou comigo me dando conta que, pela quantidade de coisas que eu ainda tinha pra colocar nas malas, não ia dar: eu ia ter que arranjar outra mala. Mandei mensagens pro George e pro Chico logo cedo e eles me ajudaram e compraram uma mala nova pra mim, a minha 4ª mala pra levar pro Brasil.

Depois foi uma odisséia de almoço, arrumação de malas e faxina, com apoio moral do George, do Chico, do Ferraro e do Levi, pra finalmente fazer a vistoria de saída do quarto com umas 2h de atraso. Depois disso, quarto fechado, chaves entregues, e 40€ descontados do meu cheque-caução por eu não ter trocado a cortina do banheiro e por a minha faxina não ter sido bem feita, eu e o pessoal olhamos pras minhas malas e nos demos conta de uma coisa: não tinha como levar aquelas 4 malas gigantes de RER até o aeroporto!

Acabei concordando com a idéia de chamar um táxi; ótima idéia, a propósito. E, depois de uma choraçãozinha rápida ao despedir do pessoal, fui de táxi até o aeroporto, tentando não pensar que eu tava saindo da França e conversar com o taxista (que era português) pra distrair.

1.2. No aeroporto
Chegando no aeroporto, o taxista me ajudou com as malas e, com dois carrinhos enormes e desajeitados que tinham 4 malas (que, mais tarde, eu descobri somarem 109kg), andei pelo aeroporto até o guichê da TAM. Como eu cheguei lá 5h antes do check-in, sentei lá de boa, abri meu netbook, comprei um abonnement 24h de Internet do aeroporto e fiquei de boa no MSN e no Google Talk conversando um pouco com o povo antes de fazer o check-in. A fila foi ficando imensa e, quando eu vi que ela ia demorar pra diminuir, fui pra fila. Eu já me sentia um pouco no Brasil ali: depois de ter falado em português com o taxista até o aeroporto, eu só ouvia brasileiros falando nas vizinhanças do guichê da TAM!! Tava já ficando triste achando que não ia mais falar francês, mas ao menos a senhora que estava atrás de mim na fila era francesa e passei o tempo da fila proseando com ela.

1.3. O check-in
E, chegando no guichê (a propósito, fui atendido em português...), começou uma outra odisséia. Bom, eu estava com 109kg de bagagens, eu já esperava pagar sobrepeso mesmo, acima dos 64kg que eu tinha de limite. O que eu não sabia é que, por questões de segurança do trabalho dos funcionários do aeroporto, nenhuma mala pode ter individualmente mais que 32kg, e eu tinha uma mala de 37kg e a minha mala de livros tava com 41kg. A solução? Descer um andar, comprar uma mala nova, refazer as malas e enviar não 4 mas 5 malas. E rápido. Porque o check-in fechava em 30min!!!

Fui com os meus 109kg de malas pro andar de baixo já pensando que corria o risco de perder o check-in, e esse risco ficou um pouco pior quando vi que a maioria das lojas do andar de baixo estava fechada, incluindo a tal loja de malas. Desesperei. Perguntei pra quem estava por lá e não souberam me informar de uma alternativa. Acabei pegando o elevador pra subir de novo, meio sem saber o que fazer. Nessa hora, meus planos eram ou tentar pagar um buzilhão de euros pra mandar essas malas por correio ou tentar remarcar meu voo pro dia seguinte e pagar outro buzilhão de euros por isso.

Mas aí vi um daqueles lugares que embalam malas pra proteger e resolvi perguntar lá se eles sabiam onde comprar malas. Minha salvação! Porque eles vendiam aquelas sacolas enormes de trazer muamba do Paraguai, e eu implorei por uma, abri as minhas duas malas com excesso de peso e fui colocando coisas na sacolona. Eles ainda tinham uma balança por lá, que eu fui usando pra ter certeza que as malas já tavam leves o suficiente, e, no final, o cara embalou a sacola pra mim, ficou ótimo, e ainda resolvi o problema por só 19€ (tá, 25€, que eu dei uma bela gorjeta pro cara, proporcional ao desespero que eu tinha na hora). E, 15min pro check-in fechar, fui correndo com as 4 malas e a sacolona do Paraguai embalada pra fila do check-in da TAM, agora ajudado pelo cara do lugar de embalar malas que teve compaixão do meu desespero e do meu cansaço (a essa altura, eu já tava completamente suado de tanto empurrar aqueles 109kg!!!).

Feito o check-in, o cansaço não acabou: enviei 2 das malas, mas ainda tive que levar as outras 3 até o guichê de vendas da TAM pra pagar o excesso de bagagem e depois voltar pra enviar as 3 malas que faltavam. E o envio desses 5 malas durou no total acho que uns 20min, o que fez com que eu já tivesse atrasado, e tive que correr por várias partes do aeroporto e controle de segurança pra finalmente ser um dos últimos a embarcar no avião. Embarcar desesperadamente: parei na porta do avião e arrumei todas as coisas que estavam na minha mão, que já estavam voando por todos os lados, folhas amassadas, passagem dobrada, blusa arrastando no chão, tudo resultado da correria. Mas, finalmente, embarquei!

1.4. Au revoir, Paris! À bientôt, la France!
Embarquei. Me organizei. Já vi que não ia ser o mais confortável dos meus voos, já que eu estava lá todo suado de ter carregado malas pelo aeroporto. Mas aceitei o meu cansaço e fiquei lá esperando a decolagem, que nem demorou tanto, saímos na hora. 22h20, e o avião começou a acelerar e deixou o solo, e eu não mais estava em solo francês. E aí eu vi Paris. A noite estava muito bonita. A Torre Eiffel se destacava no alto de Paris, como se a cidade em volta dela fosse minúscula. Todos os monumentos iluminados à noite estavam lindos. Dava pra reconhecer a cidade inteira. E ver onde eu tinha passado excelentes momentos dos meus últimos 2 anos e meio. Vi todos os monumentos, todos os lugares que eu costumava freqüentar. Olhei ao longe, vi Vincennes e a região do meu antigo prédio, olhei na direção da Polytechnique. Não via lugares, mas memórias, memórias de uma excelente vida que eu deixava para trás. E chorei. O bom é que as luzes da cabine estavam fracas, porque, devo admitir, chorei feito uma criança por estar sendo assim separado de Paris. Colei minha cara à janela e fiquei aproveitando aquele momento de despedida da França, até o avião passar por uma nuvem e eu já não mais poder ver Paris. E foi assim que vi Paris pela última vez: os olhos lacrimejantes olhando pela janela do avião as luzes daquela maravilha de cidade se esconderem por debaixo das nuvens.

1.5. O voo
Para não ficar triste o voo inteiro, resolvi que o melhor seria me distrair e resolvi assistir a um filme. Fiquei triste de ver que tudo dentro do avião da TAM era em português, inglês e espanhol, mas ao menos havia filmes dublados em francês e eu pude matar minhas necessidades de doses de francofonia vendo Forrest Gump dublado em francês. Ao acabar o filme, eu já havia jantado, as luzes já haviam sido apagadas de novo, e resolvi dormir. Como não havia ninguém sentado ao meu lado, pude me esticar um bocado e dormi bem pra caramba, ainda mais porque praticamente não teve turbulências durante o voo. E, antes das 5h da matina no horário de São Paulo, chegamos no aeroporto de Guarulhos.

1.5. A espera no aeroporto
Chegando no aeroporto, teve toda a espera das malas, e eu, com as minhas 5, estava lá rezando para todas elas chegarem. Chegaram, e lá estava eu de novo, com dois carrinhos e 5 malas totalizando 109kg, mais as bagagens de mão, saindo do aeroporto. Um maluco com dois carrinhos, mais de 100kg de malas. Saí pela porta do "nada a declarar" da alfândega e o cara já ia olhando pra mim e dando risada:
- Cê tá sozinho? (provavelmente esperando um "não" ou uma boa justificativa como resposta)
- Tô. É mudança.
- De onde?
- Paris.
- Quanto tempo?
- 2 anos e meio.
- Pode passar.
E, simples assim, passei pela alfândega sem nenhum problema. Eu achava que, mesmo sendo mudança e tendo morado 2 anos e meio por lá, o cara ia ao menos querer verificar minhas malas no raio X, mas, nem, saí sem complicações e fui esperar minha mãe.

Porque eu havia falado pra minha mãe para ela me buscar às 11h, já que eu não queria que ela se cansasse demais viajando a madrugada toda para chegar em Guarulhos às 5h da matina ou ficar num hotel em Guarulhos por uma noite só pra me buscar. Então o jeito era esperar. Abri meu netbook, conectei-me à internet sem fio do aeroporto e fiquei de boa lá até a bateria quase acabar; depois, fui procurar uma tomada para continuar usando o netbook até minha mãe chegar.

Na procura pela tal tomada, achei uma que testei e não funcionou, e empurrei os meus 109kg de malas até a tomada mais próxima e fiquei sentado por lá de boa. Não deu nem 5min quando uma garota tentou usar a tomada que eu testara antes e que não funcionara; ela percebeu que não funcionava e me perguntou:
- Ça ne marche pas?
- Non. (Pera, ela falou comigo em francês?!?!)
Et, voilà, do nada, no meio do aeroporto, a garota começou a conversa comigo já falando em francês! Naquela hora, tudo o que eu mais queria no mundo era falar francês, eu tava há pouco tempo no Brasil mas já morria de saudades da França! E, bom, em vez de passar o resto do meu tempo de espera no netbook à toa como eu tinha previsto, acabei conversando com a francesa, que tinha ido pro Brasil sozinha passar 3 semanas em Porto Seguro, onde ela ia encontrar com o grupo de capoeira dela (!!!) mais tarde (sim, capoeira é muito popular fora do Brasil; já vi apresentações de grupos na rua na França mesmo e também na Noruega quando fui pra Oslo). Bom, uma ótima forma de passar o tempo quando eu precisava esperar (e ela também, já que ela chegara em outro voo às 7h da manhã e a conexão dela era às 15h ou algo assim).

E, depois de um tempo, minha mãe chegou; encontrei com ela, guardamos as malas no carro, fomos almoçar e, depois de andar um pouco no aeroporto, voltamos pra Cândido Mota. Chegamos aqui por volta do fim da tarde, cerca de 32h depois de eu ter entregue meu quarto na França!

2. Cândido Mota
O que eu fiz na minha primeira semana em Cândido Mota? Desfiz as malas. Praticamente só isso. Mas, imagine, não é fácil reorganizar 109kg de malas no seu antigo quarto, ainda mais quando falta espaço nele pra tanta coisa assim! Passei essa primeira semana meio dépaysé, mas fui me acostumando aos poucos de novo com o Brasil, e saí alguns dias com a Yara, o José e o Eduardo, pra tomar lanche na praça, pra ir pra Assis visitar a Maria Luzia e comer esfiha ou pra tomar lanche na praça de novo! Também fui me acostumando de novo com o fato de que todo mundo fala português por aqui (mas nem tanto, e ainda estranho de vez em quando... na verdade, eu queria que as pessoas falassem francês aqui, isso sim!!), de não mais ouvir francês, de estar de volta na cidade em que passei os primeiros 17 anos da minha vida. Acho que Cândido Mota virou pra mim uma cidade de memórias, e não mais uma cidade de vida. Toda vez que venho pra cá, eu lembro das coisas como elas eram quando eu tinha 17 anos (tá, nem tudo mudou, né), mas só consigo ver a cidade agora com um pouco de saudosismo, mas não mais como alguém que mora aqui. Eu vejo as coisas e vejo nelas apenas memórias, de um passado que está ficando cada vez mais distante. Minha infância, minha adolescência, o colegial. Acaba sendo isso, pra mim, Cândido Mota: uma cidade do passado em que eu não conseguiria mais viver sem ter uma sensação estranha de ter parado no tempo. Eu adoro aqui, adoro voltar pra cá, mas acho que não conseguirei ser mais que um visitante aqui... diga-se de passagem, esses sentimentos de nostalgia atingiram um máximo no fim de semana passado, quando fui com meu tio no barracão do meu avô, e vi lá objetos que me lembravam muito a minha infância. Os eletrônicos que eu consertava com o meu tio (inclusive achei um deles em que tinha uma etiqueta escrita por mim com data de dezembro de 2003!!!). Pequenos objetos cotidianos que me lembravam do passado: brinquedinhos que eu tinha quando pequeno, um velho jogo de damas, carrinhos com que eu brincara quando pequeno... aquilo acaba sendo mais um repositório de memórias do passado pra mim. Cândido Mota, cidade nostálgica! Ao menos para mim, agora, acho que é isto.

3. Viagem para a praia
Uma coisa que a minha família prometia há tempos era uma viagem para a praia: a nossa última tinha sido em 2008, antes de eu ir para a França. E assim, na minha primeira sexta-feira no Brasil, pegamos o carro às 4h da madrugada e fomos até Bertioga, uma praia no litoral do estado de São Paulo que é a que a gente costuma ir. Não é a mais turísitica das praias, mas é bem bonita, relativamente tranqüila, e bem grande. Passamos sexta, sábado e domingo por lá, e pegamos vários dias bonitos de sol. A água estava boa, e até eu, que quase nunca entro no mar, acabei entrando em um dos dias (tá, depois de ter me sujado todo de areia em uma guerrinha com meus primos, mas entrei, e até aproveitei um pouco as ondas), além de ter nadado com meus primos na piscina de água aquecida da pousada. Não há muito pra se fazer na cidade além das praias (e do restaurante maravilhoso em que a gente foi, que é carinho mas tem uma comida pra lá de boa!), mas acabei andando um bocado por lá a pé, indo a pé da pousada até o centro (uns 3km), procurando um banco (minha mãe estava sem dinheiro e andamos uns 2km parando em todos os bancos no meio do caminho até achar um Banco do Brasil; nenhum dos bancos do caminho permitia saques do Banco do Brasil e a agência que a gente finalmente achou estava sem dinheiro... mas valeu o passeio pela cidade!!)... também fizemos uma bela trilha que leva a uma praia menor mas bem bonita, a Prainha Branca. E deu pra relaxar a cabeça, me acostumar de novo com o Brasil e me animar pro próximo semestre! =D

Praia em Bertioga (a uns 3km do centro)


Bertioga (com o Forte de São João ao fundo)


Turistando na praia =D


Praia em Bertioga à noite =D


Outra foto noturna de Bertioga (sim, a qualidade da máquina é um lixo!)


No alto da montanha, numa trilha que leva à uma prainha meio escondida, a Prainha Branca


Prainha Branca


Trilha para a Prainha Branca

4. Viagem a São Carlos
Uns dias depois de voltar pra praia, eu e minha mãe fomos pra São Carlos procurar um apartamento pra mim. Chegamos lá numa quarta-feira à noite e já liguei pro John pra gente jantar juntos no shopping e colocar um pouco o papo em dia. Depois, no dia seguinte, eu e minha mãe fomos procurar um apartamento, mas nem foi tão complicado assim: chegando na imobiliária (tá, chegamos meio cedo, uns 15min antes de abrir, mas demos umas voltas no quarteirão até abrir e pronto), pedimos por um apartamento de estudante mobiliado e só tinha um, num prédio excelente (o prédio em que morava o Fábio, perto da entrada da Física), e eu e minha mãe decidimos assim que entramos lá. Já assinamos o contrato no dia mesmo e, à tarde, resolvi algumas coisas na USP, mas nem tinha tanto o que fazer: só deixei meu projeto de TCC e passei na graduação perguntar da minha matrícula, ao que descobri que eu não precisava fazer nada e era só esperar (e foi mesmo: na mesma noite, já estava tudo certo no Júpiter, e tô finalmente pronto pro segundo semestre de 2011, meu último semestre na USP, agora oficialmente =D ).

5. Últimos dias em Cândido Mota
E, voltando de São Carlos quinta-feira passada, estou agora nos meus últimos dias em Cândido Mota antes de mudar de vez pra São Carlos na quarta-feira. Não fiz nada de mais nesses dias; depois de uma sexta-feira chuvosa em que nem saí de casa, acabei ficando só descansando no fim de semana. No domingo, minha família preparou uma deliciosa feijoada vegetariana pro almoço. O prato, que eles fazem num panelão enorme, é uma delícia: vai rabanete, brócolis, couve-flor, berinjela, carne de soja, salsicha vegetal, palmito, champignon, queijo, e mais um monte de coisas, que deixa a feijoada uma delícia! E o efeito é o mesmo de uma feijoada normal: depois de comer, não dá vontade de fazer nada...

Acabamos passando o domingo todo na casa do meu tio, descansando da feijoada (e preparando pra comer mais na janta!!) e andamos de bicicleta no fim da tarde. Foi um bom domingo em família, e comendo mais um prato típico da família que eu adoro =D

E, na segunda-feira, eu, minha mãe e minha vó fomos pra Santa Cruz do Rio Pardo, cidade natal dos meus avós e da minha mãe. Minha vó foi visitar os irmãos dela: dos 3 irmãos dela ainda vivos, tem um que mora lá, outra que mora perto de São Paulo (em Santo André, acho) e outra que mora em Mogi das Cruzes, mas todos estavam em Santa Cruz nessa segunda e minha vó foi pra lá também pra ver todo mundo. Foi legal, uma boa reunião de família, passei uma segunda-feira bem gostosa com os parentes.




Et voilà o que fiz nesses últimos dias. Precisei de um postão no blog pra contar essas duas semanas, mas agora, mudando de vez pra São Carlos, acho que minha vida vai retomar um ritmo normal e uma rotina. Devo admitir que, por mais que eu esteja triste de ter partido da França, acabo não ficando tão triste assim por alguns motivos: primeiro, claro, porque eu pretendo voltar ano que vem, mas também porque, bom, esse ano no Brasil é necessário pra eu ter meus diplomas da USP e da Polytechnique e tô vendo isso como uma oportunidade de descansar um pouco aqui no Brasil de toda a correria de estudos que foram os 2 anos e meio de Polytechnique, antes de mergulhar fundo de novo pra um mestrado e um doutorado na França. E um aninho no Brasil, no fim das contas, pode fazer muito bem se a gente souber aproveitar, e é isso que eu pretendo fazer =D

E, só pra constar, respondi a algumas das perguntas que eu me fazia no começo do ano. Comecei 2011 me perguntando em que país eu terminaria o ano, e quais seriam as tantas surpresas que o ano de 2011, que começou meio conturbado, reservava pra mim. O fato é que, na virada do ano, eu tinha medo de 2011, mas, agora, meio ano já passado, vejo que eu não tinha motivos pra ter medo: apesar de uns problemas no começo, lá pra fevereiro as coisas finalmente começaram a se ajustar, todos os problemas que tive começaram a se resolver, e pude aproveitar ao máximo meus últimos meses na França e voltar de lá super otimista com o futuro, coisa que eu não estava um tempo antes. E, bom, se as surpresas de 2011 me davam medo no começo do ano, agora elas só me dão é curiosidade de saber o que mais que o ano de 2011 reservará de bom pra mim!

Já escrevi demais por aqui, hora de ir que a minha mudança pra São Carlos não se arrumará sozinha! Até \o_

sexta-feira, 8 de julho de 2011

"Drink with me to days gone by
Sing with me the songs we knew"


Je ne veux pas quitter la France. Voilà, j'ai dit ce que j'avais à dire, ce cri qui était dans ma gorge et qui voulait sortir depuis quelques temps. Et, bon, voilà, la vérité, c'est juste que je voudrais rester ici un peu plus. Un tout petit peu plus, pourquoi pas?

Oui, voilà, rester dans ce pays qui m'a apporté tant de bons moments, tant de bons sentiments, tant de bonnes histoires! Ça peut sembler un peu bizarre de quitter son pays pour passer deux ans et demi dans un pays étranger, dans cette terre d'outre l'Atlantique, ce pays au centre de l'Europe et de l'Histoire, où on parle une langue des fois compliquée, tout cela pour étudier pendant deux ans et demi dans cette terre. Et je l'ai fait. Et d'autres l'ont fait. Et, ensemble, on a passé par les mêmes choses. Par la découverte de cette réalité, semblable à la nôtre à la première vue, mais tellement différente dans les détails! Voilà que, au bout de ces deux ans et demi, que je croyais très longs au départ, et qui finalement sont passés trop vite, je quitte cette réalité à laquelle je me suis habitué pour revenir à ma vie d'avant. Pour rentrer "chez moi". Mais, c'est où, finalement, "chez moi"? Je n'ai plus de "chez moi", ce n'est pas la France maintenant, puisque je la quitte, ni le Brésil, car beaucoup de choses ont changé et je serais, au moins pour quelque temps, un étranger là-bas.

Mais qu'est-ce qu'il y a en France pour que j'aie tellement l'envie d'y rester? D'abord, la vie. La vie en général. Surtout ici, à Paris, cette ville que j'ai maintenant dans mon cœur (même si je n'y ai jamais habité), cette ville bizarre où on vie notre vie de tous les jours à côte des touristes qui photographient des monuments historiques, où il y a cette opposition entre la vie de tous les jours et l'histoire et l'importance des évènements qu'y sont passés et qui sont gravés sur tous les coins de la ville. C'est peut être un peu ça qui m'a fasciné ici, qui me donne envie d'y rester pour toujours!

Mais ce n'est pas tout. Même la ville-lumière peut être triste des fois. Ce qui la rend plus heureuse, ce sont les amis. Ah, les amis! Je dois admettre que, à chaque endroit où j'habite, je suis très chanceux de pouvoir trouver de très bons amis, à côté de qui la vie est toujours meilleure! Même si, au départ, j'avais très peur, finalement j'ai réussi à avoir de très bons amis en France, et ce sont eux qui étaient à mes côtés pendant mes meilleurs moments en France. C'est à eux, aussi, et surtout, que je dois remercier pour cette merveilleuse vie que j'ai eue ici pendant ces deux dernières années. Si je pleure maintenant, ce n'est pas que parce que je quitte la France, mais c'est surtout parce que je quitte les amis que j'ai faits ici! J'espère pouvoir les rencontrer à nouveau dans un an, en revenant en France. La vie sera différente, elle change tout le temps, mais c'est aussi dans les changements que la vie nous garde ses meilleures surprises.

Bon, assez des larmes pour aujourd'hui, je sais que j'en aurai encore d'autres demain à l'aéroport. Plutôt que des larmes sur mon visage, il me faut maintenant avoir mes affaires dans mes valises.

À demain, alors, peut-être, avant que je quitte définitivement le sol français pour cette année. ='(

\o_

terça-feira, 5 de julho de 2011

Mudança

Mais um dia da odisséia da mudança! E como mudança é uma odisséia, viu! Mas, bom, aos poucos, as coisas vão se ajeitando...

Hoje comecei terminando o que faltou fazer ontem: colocar todos aqueles livros no correio. Depois do café-da-manhã, já imprimi um monte de etiqueta de endereço e colei em todas as embalagens, e já levei logo tudo pro correio (40kg de livros somados de casa até lá, cheguei um cadin cansado!). Ainda aproveitei a parte da manhã pra levar as coisas que são daqui da residência pra lavar (tipo a capa do sofá, as almofadas, essas coisas).

À tarde eu estive bem mais devagar, mas é que o cansaço foi batendo e, também, eu fiquei em casa, não tive que sair correr na rua, e aí senti mais o cansaço. Fiquei aqui telefonando em trocentos mil lugares pra organizar minhas coisas aqui (cancelar seguro, fechar conta no banco, etc) e passei o resto do dia tirando toda a decoração do meu quarto: as paredes agora tão completamente brancas! Devo admitir que é MUITO estranho ver meu quarto assim; eu tinha 29 bandeiras, 42 cartões postais, 2 fotos, 1 mapa, 2 bilhetes de shows e o meu número da São Silvestre todos colados na parede do meu quarto; praticamente não tinha espaço em branco, era tudo uma multidão de cores que vinha com esse monte de lembranças da minha vida na Europa, e ver tudo em branco assim dá a impressão de que falta algo... de certa forma, é como se eu já não tivesse mais morando aqui desde hoje: como não tem mais todo esse toque pessoal nas paredes do quarto, uma parte de mim que morava no quarto já foi embora...

Bom, e tirar bandeiras e cartões postais da parede cansa! Descolar as bandeiras dá trabalho, até porque eu tinha grudado elas muito bem lá pra ter certeza que não ia cair. Já os cartões postais, o problema maior é tirar a fita adesiva de trás, com muuuuuuuuuuuuuuuuito cuidado pra não rasgar... e, por isso, acabei passando toda a mina tarde nisso.

E agora amanhã os planos são comprar outra mala (tô vendo que com uma só não levo todas as minhas coisas de jeito nenhum!!) de manhã, comprar umas lembrancinhas de Paris (pra mim, pra eu colar na parede do meu futuro quarto em Sanca e ficar morrendo de saudades daqui!!) e depois ajudar o George com a mudança dele - mas, diferentemente de mim, ele não vai pro Brasil, ele só vai se mudar pra Paris mesmo (quelle chance!)!

Voilà, por esse post é isso. Amanhã tem mais odisséia de mudança (mas não necessariamente post sobre isso, aí já depende da inspiração!). Inté! \o_

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mudança

Em duas palavras: que dia!!!!

Em bem mais palavras: caramba, como esse negócio de mudança é complicado (ainda mais quando a gente muda d'um país pr'outro!)!! Depois de passar meu dia organizando caixas de livros pra mandar pelo correio ontem, comecei meu dia hoje meio mal depois de só 4h horas de sono... passei a manhã numa reunião com meus professores do estágio discutindo detalhes do artigo e do projeto que vou desenvolver no Brasil (se tudo der certo). Voltando pra casa pra almoçar, o cansaço era tanto por ter dormido mal que tirei uma bela soneca por umas 7 estações no trem, mas acordei a tempo de descer na estação certa e pegar o trem certo pra casa, dormindo mais um pouco no caminho.

E o resto da minha tarde se resumiu a uma coisa: correio. Eu tinha 10 caixas de livros prontinhas pra mandar, faltava só pesar pra ter certeza que não passava de 5kg e mandar. Mas, chegando no correio, a moça não gostou muito da embalagem que eu tinha feito (tinha usado uma caixa gigantesca que tinha ficado com um monte de espaço livre!) e sugeriu que eu mudasse pra minha caixa não ser destruída. Mandei 5 das caixas, as que estavam boas, e voltei pra casa pra melhorar as outras. No fim das contas, com o papelão delas, muita fita adesiva e 3h de trabalho, consegui transformar as 5 caixas de papelão em 8 pacotes para 5kg de livros cada um!!


3h re-montando caixas de papelão pra fazer 8 embalagens com 5 caixas... cansa!

E agora tô morto! Dá pra imaginar que, em 3h mexendo com caixas de 5kg pra lá e pra cá, eu fiquei com uma beeeeeeeeeeeeeeeela dor nas costas, além de dor nos braços e de uma unha semi-descolada no dedão! Mas, bom, ao menos amanhã acho que não terei problemas pra mandar isso...

E, no fim das contas, me cansei pra caramba e não fiz quase nada do que pretendia! Tô vendo que essa semana de mudanças não vai ser tão tranqüila quanto eu queria não...

domingo, 3 de julho de 2011

Contente por estar voltando pro Brasil. Triste por estar partindo da França. Contente por ter terminado meu estágio com nota boa e boas perspectivas de futuro. Triste porque essa época excelente da minha vida que foi o estágio acabou. E agora, como faz?

(Tinha escrito um monte de coisa sobre isso aqui, mas achei melhor privar os leitores desse blog de desabafos sentimentais inúteis; fiquem só com o começo do texto, que o resto fica guardado aqui comigo...)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E acabou! Depois de 11 semanas e meia, meu estágio de final de 3º ano na École Polytechnique acabou ontem, com a apresentação do estágio pela manhã (na qual eu já fiquei sabendo que tirei 19 de 20!!!!!! \o/).

Essa semana acabei não fazendo lá tanta coisa. Depois de vagabundear um pouco na segunda-feira, preparei a apresentação de estágio na terça e, na quarta, dei uma revisada na apresentação e fui até o centro de Vincennes pra procurar um lugar pra encadernar meu relatório.

Quinta-feira cedo veio o momento da apresentação e, sei lá, apesar de ser a apresentação final do trabalho que eu fiz nas últimas 11 semanas, eu estava estranhamente tranqüilo (até demais). O Ferraro foi assistir à apresentação; além dele, tinha os meus dois orientadores e mais um professor responsável pela opção do meu estágio (e que chegou atrasado, fazendo com que eu tivesse que recomeçar a apresentação depois de uns 10min já). Acabei passando uns 40min falando (o tempo limite era 35min) e, olha, devo admitir que não gostei taaaaaaaaaaanto assim da minha apesentação. Sei lá, acho que fiz coisas técnicas demais, não fui muito claro em alguns pontos e deveria ter explorado mais as idéias e menos os cálculos; além disso, eu ainda me enrolei um pouco com as perguntas que eles fizeram no final, só disse conneries... Por isso, até fiquei surpreso com o 19 sobre 20 que tirei no estágio, esperava menos. Mas tá ótimo =D

E, apesar de o estágio já ter acabado, ainda não acabou. Como teve descoberta nova, esse estágio vai virar meu primeiro artigo (já fiz o relatório em inglês pra isso mesmo!), e agora tem que redigir esse artigo. E tem que mandar a primeira versão logo, pro meu professor já poder pedir pra Polytechnique me candidatar no prêmio de melhor estágio de pesquisa!!! \o/ Afinal, um premiozinho assim cairia mó bem no meu currículo Lattes, né? =D E, bom, além disso, ainda pretendo fazer meu TCC na USP com os professores do meu estágio aqui na França, então ainda temos reuniões nos próximos dias pra montar o projeto.

Mas, acabando o estágio, a minha vontade mesmo era festar. Voltando pra casa, dormi boa parte da tarde, e, à noite, eu e o Mineiro fomos na Mix, uma festinha mó conhecida daqui de Paris que tem todo fim de semana e que, de quinta-feira, é de entrada gratuita pros estrangeiros até a meia-noite. Chegamos lá e o coiso tava 100% vazio, mas simplesmente foi lotando com o tempo e, até a gente sair, às 2h30 da matina, aquele coiso tava lotado! Depois de uma cervejinha pós-festa, ainda voltei pra casa de bike, pedalando os 10km que me separavam de casa; até teria como voltar de ônibus, mas, considerado que eu nunca peguei os ônibus noturnos de Paris e que eu nun fazia a menor idéia de qual me levaria pra casa ali (além de ter que pegar ao menos 2 ônibus), e também que Paris à noite é mó bonita e que eu passo por alguns monumentos da cidade pra voltar pra casa (Notre Dame, Hôtel de Ville, Bastille, Château de Vincennes, dentre outros), resolvi voltar de bike, o que foi uma ótima escolha, e cheguei em casa até que cedo, pedalando menos de 1h.

E, bom, voilà, agora os planos pros próximos dias são arrumar as malas aqui, organizar todas as coisas e pegar o avião daqui a 8 dias...

E por hoje é isso que ainda tenho um artigo pra reler antes de sair com o pessoal mais tarde. Inté! \o_

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Semana de relatório (e fim de semana pedalando!)

Ufa!! Mas que semana! Semana passada começou com relatório e terminou com relatório, mas, finalmente, tudo ficou pronto e agora, pra acabar de vez o meu estágio, falta só a apresentação na quinta-feira!

E essencialmente a única novidade que tenho da semana passada foi a redação do meu relatório de estágio. Eu já tinha um canto de relatório aqui e outro lá, mas a maior parte do relatório tava ou na minha cabeça ou em folhas de papel mal-organizadas, e eu precisava organizar tudo aquilo e, pior, traduzir tudo pro inglês (o que é um problema quando você tá há 2 anos e meio longe de qualquer livro técnico em inglês!!). E foi isso que fiz a semana toda: digitando em inglês no computador, organizando os resultados em lemas, tentando dar uma organização lógica pro relatório, com direito a um encontro com os professores na quinta-feira pra eles me passarem dicas da redação e corrigir o que eu já tinha feito (inclusive, errei quase todas as preposições em inglês!!! Todos os in viraram on e vice-versa, além de vários outros erros que eu não teria feito se eu tivesse lido um pouco mais de textos científicos em inglês nos últimos 2 anos...). Mas, finalmente, às 4h30 da madrugada de sexta pra sábado, meu relatório ficou pronto e revisado! E no sábado à tarde mesmo já mandei a versão final por e-mail! Ufa! =D





Capa, resumo, índice e página 32 do meu relatório (em que tá uma das 4 figuras do relatório!!). Não ficou bonitinho? =D

O pior é que a tal reunião com os professores na quinta-feira não foi lá das melhores. Por causa das preocupações com o relatório, eu tive insônia quase todas as noites semana passada, mas a pior de todas foi de quarta pra quinta, em que eu dormi só 2h durante a noite. Chegando na reunião com os professores, depois de um belo café, eu tava até que bem, mas, depois de umas horinhas de reunião, a gente foi assistir a uns seminários e... cara... que poltrona confortável!! Em situações normais, eu dormiria ali sem problemas, mas, além de estar sentado do lado dos professores, por ter chegado atrasado, a gente estava na primeira fila! Aí nem rola dormir... bom, mas não acabou aí: no almoço, mal chegamos no restaurante e meu professor pediu uma cerveja pra cada um, antes mesmo que eu pudesse protestar, e, bom, aí tive que beber, né... e, depois, ele ainda pediu um saquê pra cada um na saída (era restaurante chinês), ou seja, não sei como sobrevivi quinta à tarde......

Apesar da correria, ainda arranjei tempo de sair fim de semana. Sexta-feira o pessoal foi comer um sushi; por causa do relatório, não fui, mas ao menos encontrei com eles depois e fomos tomar um sorvetinho perto da casa do Ricardo e do Hayssam. No sábado eu terminei relativamente cedo as últimas modificações que o professor tinha sugerido no relatório e passei boa parte do tempo vagabundeando em casa, e à noite fui na casa do Mineiro e ficamos lá eu, ele e o Ferraro tomando um vinhozinho e comendo queijo.

E no domingo, depois de uma semana estressante, e como tava fazendo um dia bonito, resolvi andar de bike. Ou melhor, atravessar Paris de bike! Saí de casa, em Vincennes, e fui pedalando até o centro de Paris. Fiz uma pausa na Île Saint-Louis pra tomar um sorvetinho na Berthillon, a sorveteria mais famosa de Paris (ou melhor, tomei o sorvete DA Berthillon, mas não NA Berthillon porque a fila lá tava imensa!!!). De lá, fui pedalando até a Cité Universitaire pra passar na casa do Mineiro (subindo assim a Montagne Saint-Geneviève, que é uma bela subidinha de bike, viu...), mas ele não tava lá, e aí resolvi continuar minha travessia. Fui até a Place de la Concorde pensando em comer uns macarons na Ladurée, mas cheguei lá tarde e já tava fechado. E aí, bom, já que eu estava lá, resolvi continuar pedalando até o Arco do Triunfo e - por que não? - até a Arche de la Défense, que já fica bem fora de Paris, mais ou menos o simétrico pro outro lado de Paris da onde eu moro aqui. Acabei não indo de bike até lá porque não sabia se teria ponto para guardá-la depois, e fiz o último trecho a pé. Total: 27,5km de bike, 29,7km no total, 3h de bike, 3h30 no total (saí de casa às 18h, terminei às 21h30 e ainda tava um solão!!).


3h andando de bike pra percorrer quase 30km, atravessando Paris de ponta a ponta. Mas, cuidado: se você for fazer isso, não seja burro que nem eu e faça no sentido contrário, porque é bem mais agradável andar de bike com o sol atrás de você e não queimando a sua cara!!!

Voilà, e hoje, bom, hoje eu descansei desse passeio todo de bike, né! Fiquei em casa o dia todo, derretendo de calor (fez quase 40°C em alguns pontos da França hoje, ouvi falar; aqui em Paris, chegou a 37°C no meio da tarde!!); arrumei um pouco o quarto, depois organizei algumas coisas aqui, mas ainda não comecei a preparar a apresentação de slides que tenho que fazer na quinta-feira pra terminar o estágio; espero começar amanhã. E por hoje é isso que já enrolei demais aqui no blog e tá na hora de aproveitar que sem aquele solão não tá tão quente e ir dormir! Inté! \o_

domingo, 19 de junho de 2011

Kung Fu Panda 2

Um urso panda que aprende a lutar kung fu. Tá, esse é Kung Fu Panda, um filme que saiu tem um tempinho (e a que eu assisti tem um tempinho). E essa semana estreou aqui a continuação, Kung Fu Panda 2, e ontem mesmo já fui ao cinema com o pessoal pra assistir.

Po, o urso panda que fora escolhido por acidente como o Dragão Guerreiro, continua mantendo a paz no Vale da Paz com os seus copanheiros guerreiros, os Cinco Furiosos: Tigresa, Garça, Louva-a-Deus, Víbora e Macaco. Mas um novo super-vilão-malvado-do-mal, o Lord Shen, um pavão albino, descobriu as técnicas de fabricação das armas de fogo, e pretende, com elas, dominar toda a China. Uma adivinha profetiza, porém, que algo preto-e-branco (um urso panda?...) impedirá Lord Shen em seus planos maléficos. E aí entram Po e os Cinco Furiosos na história: eles têm que salvar o mundo do vilão Lord Shen e salvar o kung fu.


Se a história parece meio clássica, de um herói que tem que salvar o mundo e tal, o desenvolvimento é muito hilário. Primeiro porque, bom, o Po é muito hilário. Um urso panda gordo e preguiçoso que se tornou ótimo em kung fu, mas que odeia subir escadas, quase morre quando tem que andar bastante e é meio atrapalhado às vezes. Some-se a isso as sacadas de humor que se tem no meio do filme, as várias cenas hilárias, um humor bem clássico e às vezes previsível, mas que ainda assim garante boas gargalhadas, meio que inovando na forma clássica do humor. Ri durante o filme quase que inteiro, foi uma diversão e tanto! E outra coisa que adorei foi a dublagem! Cara, dublagem em francês é muito bem feita! Eu já tinha adorado a dublagem de Rio quando vi, e achei Kung Fu Panda 2 tão bom quanto! Principalmente a voz do Po, acho que caiu muito bem nele! E eles traduziram o vocabulário e as expressões pro correspondente em francês; ao menos pra mim, não soou nem um pouco artificial; pelo contrário, os personagens pareciam tão naturais falando em francês que você nem se dava conta direito que era dublado! Pra ter uma idéia, deixo aqui também um trailer em francês (e também porque não achei uma versão em português desse trailer):


E, finalmente, foi o primeiro filme em 3D a que assisti!! Fiquei embasbacado com a tecnologia. Eu me lembrava daqueles 3Ds velhos, umas imagens malucas que a apostila do COC tinha pensando em colocar uma vez, óculos com uma lente de cada cor, mas esse 3D de hoje em dia é simplesmente perfeito! Com um óculos simples de tudo e uma tecnologia a luz poralizada (que eu e o George ficamos discutindo depois do filme pra tentar entender como funcionava...), fica tudo simplesmente natural, o filme fica com uma qualidade incrível e a noção de profundidade é muito boa, adorei! Agora, vou preferir 3D quando tiver. Ah, e a minha dica de sempre: cinema, em Paris, o melhor lugar é no Gaumont Gobelins ou no UGC Gobelins (dessa vez fui no Gaumont): os dois têm descontos excelentes pra jovens, paguei só 6€ pra ver o filme em 3D (em Châtelet, seria 12,50€!!!!).

Enfim, pra quem quiser ir no cinema dar umas boas risadas, recomendo muito o filme, ri muito no cinema, a história é boa e tem as tiradas de humor exatamente nos lugares certos! "Je suis Po, et je veux un chapeau", na minha frase favorita do filme! =D

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Olá!

Num momento de elevada inspiração, resolvi escrever um pouco no blog, mas já vou avisando que o meu sono vai impedir que o post saia bom, de qualquer forma...

Esse meu último fim de semana começou com um jantar num restaurante libanês com o pessoal perto da casa do Natal, e com um belo passeio de bicicleta na volta pra casa. No sábado, eu e o Ferraro fomos na casa do Mineiro tomar um vinho que ele tinha por lá e, depois, resolvemos sair andar um pouco por Paris. Fomos pro Pont des Arts, um lugar em que eu já tinha ouvido falar que o pessoal ia à noite e ficava de boa por lá, mas acho que a gente chegou tarde demais: chegamos lá quase 1h da matina e não tinha quase ninguém; acabamos ficando de boa um pouco por lá e depois voltei pra casa no último metrô. E, aproveitando que segunda-feira foi feriado, saí no domingo também; dessa vez eu e o Hayssam fomos no cinema assistir Very Bad Trip 2 (O nome do filme em inglês é "The Hangover 2" e em português é "Se beber, não case! 2", mas, estranhamente, em francês, eles traduziram o título em inglês para... outro título em inglês!!). É uma boa comédia, mas é daquelas beeeeeeeeem apelonas e exageradas, fazia tempo que eu não assistia a um filme assim!

Apesar de ser feriado na segunda, passei o dia trabalhando no estágio, e desde então tô trabalhando tentando terminar a demonstração (que eu acho que sai amanhã ou depois!).

E tudo tem estado ótimo por aqui! O estágio tá acabando e eu tô chegando no resultado (que pode me render meu primeiro artigo!!), tô recebendo notícias boas do Brasil com relação à volta pra USP (que podem fazer com que eu me forme já no fim do ano!!), e, bom, eu até estaria mais animado agora se não estivesse com tanto sono! hahahaha... acho melhor dormir que amanhã acordo cedo, tem seminário às 10h da matina mas é lá na Supélec, láááááá longe, vou ter que sair daqui de casa umas 8h30 ou antes pra chegar lá a tempo!

Inté! \o_