Olá!!
Putz grila, mas quanto tempo sem escrever nesse blog, hein? Tenho toneladas de novidades pra contar, já que meu último post foi há mais de 2 semanas, numa época de extrema tristeza por estar partindo da França.
Pois é, parti da França. Devo admitir que já aceitei um pouco mais a idéia, mas a cada coisa que eu vejo aqui no Brasil eu penso na França e em como as coisas são mais fáceis (e mais baratas!) por lá! (sério, como esse país tá caro, minha nossa! Ainda mais pra quem não ganha nenhum dinheiro!!! hauhauhauhauah)
1. A odisséia de voltar pro Brasil
1.1. Entrega do quarto
E a partida da França já foi em si uma odisséia. Sábado, 9 de julho de 2011, dia de eu voltar pro Brasil. Esse sábado começou comigo me dando conta que, pela quantidade de coisas que eu ainda tinha pra colocar nas malas, não ia dar: eu ia ter que arranjar outra mala. Mandei mensagens pro George e pro Chico logo cedo e eles me ajudaram e compraram uma mala nova pra mim, a minha 4ª mala pra levar pro Brasil.
Depois foi uma odisséia de almoço, arrumação de malas e faxina, com apoio moral do George, do Chico, do Ferraro e do Levi, pra finalmente fazer a vistoria de saída do quarto com umas 2h de atraso. Depois disso, quarto fechado, chaves entregues, e 40€ descontados do meu cheque-caução por eu não ter trocado a cortina do banheiro e por a minha faxina não ter sido bem feita, eu e o pessoal olhamos pras minhas malas e nos demos conta de uma coisa: não tinha como levar aquelas 4 malas gigantes de RER até o aeroporto!
Acabei concordando com a idéia de chamar um táxi; ótima idéia, a propósito. E, depois de uma choraçãozinha rápida ao despedir do pessoal, fui de táxi até o aeroporto, tentando não pensar que eu tava saindo da França e conversar com o taxista (que era português) pra distrair.
1.2. No aeroporto
Chegando no aeroporto, o taxista me ajudou com as malas e, com dois carrinhos enormes e desajeitados que tinham 4 malas (que, mais tarde, eu descobri somarem 109kg), andei pelo aeroporto até o guichê da TAM. Como eu cheguei lá 5h antes do check-in, sentei lá de boa, abri meu netbook, comprei um abonnement 24h de Internet do aeroporto e fiquei de boa no MSN e no Google Talk conversando um pouco com o povo antes de fazer o check-in. A fila foi ficando imensa e, quando eu vi que ela ia demorar pra diminuir, fui pra fila. Eu já me sentia um pouco no Brasil ali: depois de ter falado em português com o taxista até o aeroporto, eu só ouvia brasileiros falando nas vizinhanças do guichê da TAM!! Tava já ficando triste achando que não ia mais falar francês, mas ao menos a senhora que estava atrás de mim na fila era francesa e passei o tempo da fila proseando com ela.
1.3. O check-in
E, chegando no guichê (a propósito, fui atendido em português...), começou uma outra odisséia. Bom, eu estava com 109kg de bagagens, eu já esperava pagar sobrepeso mesmo, acima dos 64kg que eu tinha de limite. O que eu não sabia é que, por questões de segurança do trabalho dos funcionários do aeroporto, nenhuma mala pode ter individualmente mais que 32kg, e eu tinha uma mala de 37kg e a minha mala de livros tava com 41kg. A solução? Descer um andar, comprar uma mala nova, refazer as malas e enviar não 4 mas 5 malas. E rápido. Porque o check-in fechava em 30min!!!
Fui com os meus 109kg de malas pro andar de baixo já pensando que corria o risco de perder o check-in, e esse risco ficou um pouco pior quando vi que a maioria das lojas do andar de baixo estava fechada, incluindo a tal loja de malas. Desesperei. Perguntei pra quem estava por lá e não souberam me informar de uma alternativa. Acabei pegando o elevador pra subir de novo, meio sem saber o que fazer. Nessa hora, meus planos eram ou tentar pagar um buzilhão de euros pra mandar essas malas por correio ou tentar remarcar meu voo pro dia seguinte e pagar outro buzilhão de euros por isso.
Mas aí vi um daqueles lugares que embalam malas pra proteger e resolvi perguntar lá se eles sabiam onde comprar malas. Minha salvação! Porque eles vendiam aquelas sacolas enormes de trazer muamba do Paraguai, e eu implorei por uma, abri as minhas duas malas com excesso de peso e fui colocando coisas na sacolona. Eles ainda tinham uma balança por lá, que eu fui usando pra ter certeza que as malas já tavam leves o suficiente, e, no final, o cara embalou a sacola pra mim, ficou ótimo, e ainda resolvi o problema por só 19€ (tá, 25€, que eu dei uma bela gorjeta pro cara, proporcional ao desespero que eu tinha na hora). E, 15min pro check-in fechar, fui correndo com as 4 malas e a sacolona do Paraguai embalada pra fila do check-in da TAM, agora ajudado pelo cara do lugar de embalar malas que teve compaixão do meu desespero e do meu cansaço (a essa altura, eu já tava completamente suado de tanto empurrar aqueles 109kg!!!).
Feito o check-in, o cansaço não acabou: enviei 2 das malas, mas ainda tive que levar as outras 3 até o guichê de vendas da TAM pra pagar o excesso de bagagem e depois voltar pra enviar as 3 malas que faltavam. E o envio desses 5 malas durou no total acho que uns 20min, o que fez com que eu já tivesse atrasado, e tive que correr por várias partes do aeroporto e controle de segurança pra finalmente ser um dos últimos a embarcar no avião. Embarcar desesperadamente: parei na porta do avião e arrumei todas as coisas que estavam na minha mão, que já estavam voando por todos os lados, folhas amassadas, passagem dobrada, blusa arrastando no chão, tudo resultado da correria. Mas, finalmente, embarquei!
1.4. Au revoir, Paris! À bientôt, la France!
Embarquei. Me organizei. Já vi que não ia ser o mais confortável dos meus voos, já que eu estava lá todo suado de ter carregado malas pelo aeroporto. Mas aceitei o meu cansaço e fiquei lá esperando a decolagem, que nem demorou tanto, saímos na hora. 22h20, e o avião começou a acelerar e deixou o solo, e eu não mais estava em solo francês. E aí eu vi Paris. A noite estava muito bonita. A Torre Eiffel se destacava no alto de Paris, como se a cidade em volta dela fosse minúscula. Todos os monumentos iluminados à noite estavam lindos. Dava pra reconhecer a cidade inteira. E ver onde eu tinha passado excelentes momentos dos meus últimos 2 anos e meio. Vi todos os monumentos, todos os lugares que eu costumava freqüentar. Olhei ao longe, vi Vincennes e a região do meu antigo prédio, olhei na direção da Polytechnique. Não via lugares, mas memórias, memórias de uma excelente vida que eu deixava para trás. E chorei. O bom é que as luzes da cabine estavam fracas, porque, devo admitir, chorei feito uma criança por estar sendo assim separado de Paris. Colei minha cara à janela e fiquei aproveitando aquele momento de despedida da França, até o avião passar por uma nuvem e eu já não mais poder ver Paris. E foi assim que vi Paris pela última vez: os olhos lacrimejantes olhando pela janela do avião as luzes daquela maravilha de cidade se esconderem por debaixo das nuvens.
1.5. O voo
Para não ficar triste o voo inteiro, resolvi que o melhor seria me distrair e resolvi assistir a um filme. Fiquei triste de ver que tudo dentro do avião da TAM era em português, inglês e espanhol, mas ao menos havia filmes dublados em francês e eu pude matar minhas necessidades de doses de francofonia vendo
Forrest Gump dublado em francês. Ao acabar o filme, eu já havia jantado, as luzes já haviam sido apagadas de novo, e resolvi dormir. Como não havia ninguém sentado ao meu lado, pude me esticar um bocado e dormi bem pra caramba, ainda mais porque praticamente não teve turbulências durante o voo. E, antes das 5h da matina no horário de São Paulo, chegamos no aeroporto de Guarulhos.
1.5. A espera no aeroporto
Chegando no aeroporto, teve toda a espera das malas, e eu, com as minhas 5, estava lá rezando para todas elas chegarem. Chegaram, e lá estava eu de novo, com dois carrinhos e 5 malas totalizando 109kg, mais as bagagens de mão, saindo do aeroporto. Um maluco com dois carrinhos, mais de 100kg de malas. Saí pela porta do "nada a declarar" da alfândega e o cara já ia olhando pra mim e dando risada:
- Cê tá sozinho?
(provavelmente esperando um "não" ou uma boa justificativa como resposta)
- Tô. É mudança.
- De onde?
- Paris.
- Quanto tempo?
- 2 anos e meio.
- Pode passar.
E, simples assim, passei pela alfândega sem nenhum problema. Eu achava que, mesmo sendo mudança e tendo morado 2 anos e meio por lá, o cara ia ao menos querer verificar minhas malas no raio X, mas, nem, saí sem complicações e fui esperar minha mãe.
Porque eu havia falado pra minha mãe para ela me buscar às 11h, já que eu não queria que ela se cansasse demais viajando a madrugada toda para chegar em Guarulhos às 5h da matina ou ficar num hotel em Guarulhos por uma noite só pra me buscar. Então o jeito era esperar. Abri meu netbook, conectei-me à internet sem fio do aeroporto e fiquei de boa lá até a bateria quase acabar; depois, fui procurar uma tomada para continuar usando o netbook até minha mãe chegar.
Na procura pela tal tomada, achei uma que testei e não funcionou, e empurrei os meus 109kg de malas até a tomada mais próxima e fiquei sentado por lá de boa. Não deu nem 5min quando uma garota tentou usar a tomada que eu testara antes e que não funcionara; ela percebeu que não funcionava e me perguntou:
- Ça ne marche pas?
- Non.
(Pera, ela falou comigo em francês?!?!)
Et, voilà, do nada, no meio do aeroporto, a garota começou a conversa comigo já falando em francês! Naquela hora, tudo o que eu mais queria no mundo era falar francês, eu tava há pouco tempo no Brasil mas já morria de saudades da França! E, bom, em vez de passar o resto do meu tempo de espera no netbook à toa como eu tinha previsto, acabei conversando com a francesa, que tinha ido pro Brasil sozinha passar 3 semanas em Porto Seguro, onde ela ia encontrar com o grupo de capoeira dela (!!!) mais tarde (sim, capoeira é muito popular fora do Brasil; já vi apresentações de grupos na rua na França mesmo e também na Noruega quando fui pra Oslo). Bom, uma ótima forma de passar o tempo quando eu precisava esperar (e ela também, já que ela chegara em outro voo às 7h da manhã e a conexão dela era às 15h ou algo assim).
E, depois de um tempo, minha mãe chegou; encontrei com ela, guardamos as malas no carro, fomos almoçar e, depois de andar um pouco no aeroporto, voltamos pra Cândido Mota. Chegamos aqui por volta do fim da tarde, cerca de 32h depois de eu ter entregue meu quarto na França!
2. Cândido Mota
O que eu fiz na minha primeira semana em Cândido Mota? Desfiz as malas. Praticamente só isso. Mas, imagine, não é fácil reorganizar 109kg de malas no seu antigo quarto, ainda mais quando falta espaço nele pra tanta coisa assim! Passei essa primeira semana meio dépaysé, mas fui me acostumando aos poucos de novo com o Brasil, e saí alguns dias com a Yara, o José e o Eduardo, pra tomar lanche na praça, pra ir pra Assis visitar a Maria Luzia e comer esfiha ou pra tomar lanche na praça de novo! Também fui me acostumando de novo com o fato de que todo mundo fala português por aqui (mas nem tanto, e ainda estranho de vez em quando... na verdade, eu queria que as pessoas falassem francês aqui, isso sim!!), de não mais ouvir francês, de estar de volta na cidade em que passei os primeiros 17 anos da minha vida. Acho que Cândido Mota virou pra mim uma cidade de memórias, e não mais uma cidade de vida. Toda vez que venho pra cá, eu lembro das coisas como elas eram quando eu tinha 17 anos (tá, nem tudo mudou, né), mas só consigo ver a cidade agora com um pouco de saudosismo, mas não mais como alguém que mora aqui. Eu vejo as coisas e vejo nelas apenas memórias, de um passado que está ficando cada vez mais distante. Minha infância, minha adolescência, o colegial. Acaba sendo isso, pra mim, Cândido Mota: uma cidade do passado em que eu não conseguiria mais viver sem ter uma sensação estranha de ter parado no tempo. Eu adoro aqui, adoro voltar pra cá, mas acho que não conseguirei ser mais que um visitante aqui... diga-se de passagem, esses sentimentos de nostalgia atingiram um máximo no fim de semana passado, quando fui com meu tio no barracão do meu avô, e vi lá objetos que me lembravam muito a minha infância. Os eletrônicos que eu consertava com o meu tio (inclusive achei um deles em que tinha uma etiqueta escrita por mim com data de dezembro de 2003!!!). Pequenos objetos cotidianos que me lembravam do passado: brinquedinhos que eu tinha quando pequeno, um velho jogo de damas, carrinhos com que eu brincara quando pequeno... aquilo acaba sendo mais um repositório de memórias do passado pra mim. Cândido Mota, cidade nostálgica! Ao menos para mim, agora, acho que é isto.
3. Viagem para a praia
Uma coisa que a minha família prometia há tempos era uma viagem para a praia: a nossa última tinha sido em 2008, antes de eu ir para a França. E assim, na minha primeira sexta-feira no Brasil, pegamos o carro às 4h da madrugada e fomos até
Bertioga, uma praia no litoral do estado de São Paulo que é a que a gente costuma ir. Não é a mais turísitica das praias, mas é bem bonita, relativamente tranqüila, e bem grande. Passamos sexta, sábado e domingo por lá, e pegamos vários dias bonitos de sol. A água estava boa, e até eu, que quase nunca entro no mar, acabei entrando em um dos dias (tá, depois de ter me sujado todo de areia em uma guerrinha com meus primos, mas entrei, e até aproveitei um pouco as ondas), além de ter nadado com meus primos na piscina de água aquecida da pousada. Não há muito pra se fazer na cidade além das praias (e do restaurante maravilhoso em que a gente foi, que é carinho mas tem uma comida pra lá de boa!), mas acabei andando um bocado por lá a pé, indo a pé da pousada até o centro (uns 3km), procurando um banco (minha mãe estava sem dinheiro e andamos uns 2km parando em todos os bancos no meio do caminho até achar um Banco do Brasil; nenhum dos bancos do caminho permitia saques do Banco do Brasil e a agência que a gente finalmente achou estava sem dinheiro... mas valeu o passeio pela cidade!!)... também fizemos uma bela trilha que leva a uma praia menor mas bem bonita, a Prainha Branca. E deu pra relaxar a cabeça, me acostumar de novo com o Brasil e me animar pro próximo semestre! =D

Praia em Bertioga (a uns 3km do centro)

Bertioga (com o
Forte de São João ao fundo)

Turistando na praia =D

Praia em Bertioga à noite =D

Outra foto noturna de Bertioga (sim, a qualidade da máquina é um lixo!)

No alto da montanha, numa trilha que leva à uma prainha meio escondida, a Prainha Branca

Prainha Branca

Trilha para a Prainha Branca
4. Viagem a São Carlos
Uns dias depois de voltar pra praia, eu e minha mãe fomos pra São Carlos procurar um apartamento pra mim. Chegamos lá numa quarta-feira à noite e já liguei pro John pra gente jantar juntos no shopping e colocar um pouco o papo em dia. Depois, no dia seguinte, eu e minha mãe fomos procurar um apartamento, mas nem foi tão complicado assim: chegando na imobiliária (tá, chegamos meio cedo, uns 15min antes de abrir, mas demos umas voltas no quarteirão até abrir e pronto), pedimos por um apartamento de estudante mobiliado e só tinha um, num prédio excelente (o prédio em que morava o Fábio, perto da entrada da Física), e eu e minha mãe decidimos assim que entramos lá. Já assinamos o contrato no dia mesmo e, à tarde, resolvi algumas coisas na USP, mas nem tinha tanto o que fazer: só deixei meu projeto de TCC e passei na graduação perguntar da minha matrícula, ao que descobri que eu não precisava fazer nada e era só esperar (e foi mesmo: na mesma noite, já estava tudo certo no Júpiter, e tô finalmente pronto pro segundo semestre de 2011, meu último semestre na USP, agora oficialmente =D ).
5. Últimos dias em Cândido Mota
E, voltando de São Carlos quinta-feira passada, estou agora nos meus últimos dias em Cândido Mota antes de mudar de vez pra São Carlos na quarta-feira. Não fiz nada de mais nesses dias; depois de uma sexta-feira chuvosa em que nem saí de casa, acabei ficando só descansando no fim de semana. No domingo, minha família preparou uma deliciosa feijoada vegetariana pro almoço. O prato, que eles fazem num panelão enorme, é uma delícia: vai rabanete, brócolis, couve-flor, berinjela, carne de soja, salsicha vegetal, palmito, champignon, queijo, e mais um monte de coisas, que deixa a feijoada uma delícia! E o efeito é o mesmo de uma feijoada normal: depois de comer, não dá vontade de fazer nada...
Acabamos passando o domingo todo na casa do meu tio, descansando da feijoada (e preparando pra comer mais na janta!!) e andamos de bicicleta no fim da tarde. Foi um bom domingo em família, e comendo mais um prato típico da família que eu adoro =D
E, na segunda-feira, eu, minha mãe e minha vó fomos pra Santa Cruz do Rio Pardo, cidade natal dos meus avós e da minha mãe. Minha vó foi visitar os irmãos dela: dos 3 irmãos dela ainda vivos, tem um que mora lá, outra que mora perto de São Paulo (em Santo André, acho) e outra que mora em Mogi das Cruzes, mas todos estavam em Santa Cruz nessa segunda e minha vó foi pra lá também pra ver todo mundo. Foi legal, uma boa reunião de família, passei uma segunda-feira bem gostosa com os parentes.
Et voilà o que fiz nesses últimos dias. Precisei de um postão no blog pra contar essas duas semanas, mas agora, mudando de vez pra São Carlos, acho que minha vida vai retomar um ritmo normal e uma rotina. Devo admitir que, por mais que eu esteja triste de ter partido da França, acabo não ficando tão triste assim por alguns motivos: primeiro, claro, porque eu pretendo voltar ano que vem, mas também porque, bom, esse ano no Brasil é necessário pra eu ter meus diplomas da USP e da Polytechnique e tô vendo isso como uma oportunidade de descansar um pouco aqui no Brasil de toda a correria de estudos que foram os 2 anos e meio de Polytechnique, antes de mergulhar fundo de novo pra um mestrado e um doutorado na França. E um aninho no Brasil, no fim das contas, pode fazer muito bem se a gente souber aproveitar, e é isso que eu pretendo fazer =D
E, só pra constar, respondi a algumas das perguntas que eu me fazia no começo do ano. Comecei 2011 me perguntando em que país eu terminaria o ano, e quais seriam as tantas surpresas que o ano de 2011, que começou meio conturbado, reservava pra mim. O fato é que, na virada do ano, eu tinha medo de 2011, mas, agora, meio ano já passado, vejo que eu não tinha motivos pra ter medo: apesar de uns problemas no começo, lá pra fevereiro as coisas finalmente começaram a se ajustar, todos os problemas que tive começaram a se resolver, e pude aproveitar ao máximo meus últimos meses na França e voltar de lá super otimista com o futuro, coisa que eu não estava um tempo antes. E, bom, se as surpresas de 2011 me davam medo no começo do ano, agora elas só me dão é curiosidade de saber o que mais que o ano de 2011 reservará de bom pra mim!
Já escrevi demais por aqui, hora de ir que a minha mudança pra São Carlos não se arrumará sozinha! Até \o_