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Domingo, Novembro 01, 2009

Férias - Parte 14  
E aqui, valem igualmente as considerações desse post: quando a gente planejou a viagem pra Suíça, eu achei que dois dias de descanso em Paris fossem razoáveis, ou mesmo até demais, mas, chegada a hora de partir pra Suíça, eu ainda sonhava em poder ficar uns 5 dias pelo menos deitado em Paris, sem fazer absolutamente nada, e a idéia de ter só dois dias de "descanso" (nos quais eu ainda ia lavar roupa, desarrumar a mala, descarregar as fotos pro computador e organizá-las, etc) era terível. E dois dias entre aspas ainda, já que a gente chegou em Paris no dia 11 de agosto lá pelo meio-dia, mas no Charles de Gaulle, do outro lado de Paris, ou seja, cheguei em casa mesmo só lá pelas duas da tarde, e, no dia 13 de agosto (dia internacional do canhoto, diga-se de passagem!!) às 11h da madrugada a gente já estava na Gare de Lyon em Paris, partindo pra Genebra. Cansativo!
# postado por Gui em 11:32 PM
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Férias - Parte 13 (cidade 10)  
Glasgow
13.1. Em Glasgow e no albergue
Chegamos em Glasgow às 11h da manhã, na estação Queen Street, que fica bem no centro da cidade, e já andamos um bocado pelo centro até chegar no albergue. O albergue em que a gente ficou em Glasgow era da Euro Hostels e acho que foi um dos maiores em que a gente tinha ficado até então: tinha vários andares, elevador, uma cafeteria dentro do albergue, parecia um hotel, a menos do quarto, que era típico de albergue por ser pra várias pesssoas e ter uns quatro beliches, mas ainda assim tinha banheiro e chuveiro no quarto, coisa muito rara de se ver em albergue.

Vista do albergue. Não é algo que se diga nooooooooossa, que vista, mas tá valendo


13.2. Passeio pela cidade
Nosso primeiro passeio em Glasgow foi no centro da cidade. Glasgow é a maior cidade da Escócia, e vê-se isso nas ruas do centro, na região de comércio, que estavam lotadas de gente. Várias das ruas do centro são na verdade calçadões com diversas lojas e vários pedestres.

Buchanam Street, uma das ruas de comércio no centro de Glasgow

Começamos andando na região do albergue, em seguida pelo centro, e depois fomos indo mais para longe da cidade, em direção à Cadetral de Glasgow. No caminho, passamos pelo prédio da administração municipal de Glasgow, o Glasgow City Chambers, na frente da George Square.

Glasgow City Chambers, vista da George Street na altura da George Square

O próximo lugar por onde passamos foi a Universidade de Strathclyde, a segunda mais antiga de Glasgow, e, em seguida, chegamos na Catedral de Glasgow. A Catedral de Glasgow situa-se onde supostamente o santo padroeiro de Glasgow construiu a sua primeira igreja, no século VII. O prédio atual é medieval, e a catedral (que não é oficialmente uma catedral, já que não tem bispo) é até que pequena, mas ainda é utilisada com igreja e é um dos pontos turísticos de Glasgow.

Turistando na catedral de Glasgow


13.3. Gaita de foles
De lá, voltamos para o centro de Glasgow. Naquela semana, estava tendo um festival de gaita de foles lá, e a gente ficou um tempo ouvindo na frente do prédio do National Piping Center, o centro nacional de gaita de foles, antes de entrar para uma sessão "come and try", ou seja, pra tentar tocar gaita de foles. A gente começou com um instrumento que é usado pros iniciantes, que é basicamente o tubo principal da gaita de foles, onde você toca as notas. O treco não era tão diferente de se tocar de uma flauta doce (quer dizer, podia ser diferente na posição das notas, mas eu não conheço a posição das notas numa flauta doce, então...), apesar de ser completamente diferente no som.

Brasileiros tentando tocar gaita de foles

Depois de um tempo treinando com esse instrumento, a gente tentou com a gaita de foles completa. Digo tentar mesmo, porque poucos conseguiram tirar um som daquilo, e eu falhei miseravelmente. A idéia é o seguinte: você assopra em um tubo que vai encher a bolsa da gaita de foles. Com o cotovelo, você espreme a bolsa contra o corpo, e isso teòricamente faz sair som pelos outros 4 tubos da bolsa; 3 deles com notas fixas, e outro em que você pode fazer as notas fechando os buracos com o dedo, como numa flauta doce. A teoria é linda, mas, na prática, espremer o treco com o cotovelo pra fazer o som sair por todos os 4 tubos já é suficientemente complicado; normalmente, é fácil de fazer sair som pelos 3 tubos de notas fixas, mas foram poucos os que conseguiram fazer sair o som pelo outro tubo e, os que conseguiram, não conseguiram por muito mais que alguns segundos...

Cadê o ar da sala?!?!?!

Admito que gaita de foles poderia muito bem ser considerado um esporte: saí de lá mais cansado do que quando eu nado 50m borboleta.

13.4. O almoço: haggis
Depois de lá, fomos almoçar, e o pessoal resolveu pedir o prato típico escocês: haggis. Bom, e o que é haggis? Imagine uma feijoada. O que vai nela? Tudo o que não se come do porco, certo? Pois bem, o conceito do haggis é bem parecido. Pegue uma ovelha. Coma a parte boa. O que sobra? Bom, sobra coração, fígado, pulmão, estômago... então que tal colocar coração, fígado e pulmão dentro do estômago, junto com uns temperos, e cozinhar? Voilà le haggis! Hoje em dia, o haggis é ao menos colocado em uma camada sintética em vez do estômago, mas os outros ingredientes são mantidos. Além disso, o haggis tem diversas variantes, com carne de porco e de boi, e existe inclusive haggis vegetariano, com pulmão, fígado e coração de alface com cereais e lentilhas em vez de miúdos de carneiro. Eu acabei não comendo isso (até porque no restaurante em que a gente foi não tinha o vegetariano), preferi um salmão, mas o resto do pessoal arriscou. Bom, e enfim, o que os turistas acham de comer haggis? Pra não assustar turistas, como a nossa guia do tour em Edimburgo explicou, uma conversação assim não seria nada incomum:
[Turista] - O que é haggis?
[Escocês] - Você não é daqui, né?
[Turista] - Não, sou de ___________ (país longínquo)
[Escocês] - Ahhh, então... haggis na verdade é um prato feito à base de haggis selvagem, um bichinho típico das Highlands escocesas. Ele é pequenininho, e a carne dele é muito boa e é um prato típico escocês.
[Turista] - Ah, muito obrigado!
Se o turista em questão for americano, ainda tem mais chance de ele acreditar que o haggis existe: 33% dos turistas americanos acham que o pobre bichinho existe, e algumas operadoras de turismo estadunidenses até colocam tours de caça a haggis selvagens!
Enfim, não sei se o tal do haggis é bom ou não; da próxima vez que eu for pra Escócia, eu como um haggis vegetariano e eu falo.

13.5. Passeios à beira do rio
Depois do almoço, voltamos pro albergue e, de lá, fomos passear às margens do Rio Clyde. A paisagem lá até que é legal, e tem várias pontes bonitas, como a Tradeston e a Clyde Arc, que é um dos cartões postais de Glasgow.

Às margens do rio Clyde, com a Clyde Arc ao fundo


Vista do rio Clyde com a ponte Tradeston ao fundo


13.6. Glasgow Green
A gente voltou na direção do albergue, e eu e o Chico continuamos depois beirando o rio na direção do Glasgow Green, o parque mais antigo de Glasgow, do século XV. O caminho até lá é legal, ainda com várias pontes sobre o rio Clyde, estar agora com uma cara mais antiga.

Ponte sobre o rio Clyde no caminho para o Glasgow Green

O Glasgow Green é um parque até que agradável, mas ele estava muito vazio quando a gente foi, não tinha quase ninguém.

McLennan Arch, na entrada do Glasgow Green

Ficamos lá, sentados, à toa, descansando e conversando por um bom tempo. A gente estava bem cansado; até então, a viagem já tinha somado 27 dias, dois quais 24 viajando mesmo e só 3 de descanso em Paris; acabamos, então, nem andando muito por lá.

Glasgow Green, com o Nelson's Monument ao fundo

Ficamos lá até mais de 20h, e depois voltamos pro albergue, onde ficamos conversando com o pessoal na cafèteria por um tempo.

13.7. De volta pra casa (2)
No dia seguinte, de manhazinha, pegamos um táxi para o aeroporto, para, finalmente, voltar pra Paris.

De volta para casa, finalmente! (2) (Mas por menos tempo ainda!)

Valem aqui as mesmas palavras que eu escrevi no post sobre Porto: viajar é bom, mas cansa, e depois de mais 13 dias longe de casa, andando pra caramba todos os dias, subindo em torres e monumentos e tirando fotos (e põe tirando fotos nisso: desde o começo das férias, com o show do U2, até então, eu já tinha apertado o botãozinho da máquina 5273 vezes!), tudo o que eu queria era a minha cama confortável e os meus curtíssimos dois dias de folga em Paris.
# postado por Gui em 9:58 PM
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Férias - Parte 12 (cidade 9)  
Edimburgo
12.1. Chegada em Edimburgo
A vantagem (se é que existe) de pegar vôos de madrugada (leia-se: antes das 7h da manhã, o que a gente fez várias vezes) é que você chega beeeem cedo na cidade de destino e aproveita bem o dia (se não estiver caindo de sono e morrendo de cansaço, mas, bom, isso um belo café normalmente resolve). No caso de Edimburgo, esse bem cedo foi às 8h30 da manhã, horário em que a gente já estava no ônibus que nos levava do aeroporto até o centro da cidade. Chegando no centro, já comecei a adorar Edimburgo: tinha uma estátua de James Clerk Maxwell!!

Tio Maxwell ganhou uma cidade no meio de Edimburgo e a cidade ganhou o meu respeito na hora c[=

Eu ainda nem fui lá depois para ver a estátua, mas o Mineiro foi, e, além de tudo, tinha isso na base da estátua:

O que mais poderia ter no pé da estátua, senão as Equações de Maxwell?

E com isso eu já comecei adorando Edimburgo! =D

12.2. Café-da-manhã
Ficamos num albergue muito bem localizado (dependendo do ponto de vista. O albergue ficava bem no centro da cidade, maaaaas na verdade era num beco na frente da porta dos fundos de um Burger King) e, depois de termos deixado as malas lá, fomos tomar café-da-manhã. Em Londres, a gente só tinha tomado café-da-manhã no albergue e saímos de lá sem saber muito o que era um café-da-manhã britânico. O albergue de Cambridge já tinha um café-da-manhã mais britânico, mas tinha a opção de um café-da-manhã normal também. Em Liverpool, o café-da-manhã era normal, e, em Dublin, a gente tomou um café-da-manhã britânico. Mas o mais representativo eu diria que foi o de Edimburgo. O albergue não oferecia café-da-manhã mas, no mesmo quarteirão, tinha um barzinho que servia café-da-manhã britânico. Bom, e o que tanto tem no café-da-manhã britânico? Eu peguei o vegetariano, e veio: pão com ovo frito, uma outra massa estranha, feijão (!!!) e tomate. O não-vegetariano parece-me que vem também com bacon e outras coisas similares. Depois de um café-da-manhã daqueles, o almoço é quase dispensável, e vários lugares servem café-da-manhã o dia todo: dá pra de fato almoçar ou jantar um desses!

12.3. Visita guiada
Resolvemos ir na visita guiada, que em Edimburgo era também da Sandemans New Europe Tours. Não poderia ser melhor: a guia, muito simpática, era muito animada, e ficou apresentando a cidade pra gente por três horas e meia! Começamos na rua principal de Edimburgo, a Royal Mile. Essa rua (na verdade, a Royal Mile é uma sucessão de ruas) fica na cidade antiga e passa por diversos pontos importantes da cidade; além disso, ela começa no Castelo de Edimburgo e vai até o Palácio de Holyroodhouse (que é onde a Rainha fica quando ela vai pra Edimburgo). A propósito, a Royal Mile estava lotadíssima de gente: a gente foi pra lá na época do Festival de Edimburgo, que acontece todo ano no mês de agosto e é um dos maiores festivais de arte do mundo. Tem várias coisas acontecendo ao mesmo tempo: apresentações de teatro, feiras de livros, cinema... a Royal Mile vira um palco de propaganda, onde vários grupos apresentam alguma coisa convidando para ver alguma peça ou ir em algum evento, e, no final, o resultado é uma multidão na rua.

12.4. Começo da visita guiada na Royal Mile
Começamos a visita na câmara municipal de Edimburgo, um prédio antigo que era antes usado no comércio. De lá, atravessamos a rua até a Mercat Cross, um monumento cujo original que data do século 14 e que era essencialmente o marco do centro da cidade: ponto de referência central, logo em frente ao mercado, era onde eram feitos os anúncios reais e onde ocorriam castigos públicos e execuções. A parte dos castigos públicos e das execuções acabou, mas os resultados das eleições na Escócia e a mudança de monarca são ainda anunciados lá.

Mercat Cross, com o unicórnio, antigo emblema da Escócia, e vários outros brasões na lateral


12.5. St. Giles Cathedral e a estátua de Carlos II
A Mercat Cross fica logo em frente à St. Giles Cathedral. A catedral, assim como a grande maioria das grandes catedrais européias, tem quase o seu milênio de história: o local da catedral é usado como centro religioso há uns 900 anos. Bom, a nossa guia contro várias histórias sobre a catedral, mas a única que eu me lembro é a do John Knox, o responsável pela Reforma Protestante na Escócia. Um dos seus desejos era ser enterrado no jardim da Catedral, e foi o que de fato foi feito. Mas quem visita a Catedral hoje vê que ela não tem jardim, e a sepultura do pobre Knox está marcada por uma placa dourada no estacionamento atrás da Catedral! Atrás da Catedral, no meio do estacionamento, tem também uma estátua de Carlos II, que é a estátua mais antiga de Edimburgo, datando de 1685, ano da morte de Carlos II. A estátua tem algumas peculiaridades. Em primeiro lugar, ela não se parece nem um pouco com Carlos II: o rei tinha cabelos compridos, e a estátua representa ele com cabelos curtos. Isso pode ser devido ao fato que a estátua era pra ser do Oliver Cromwell, mas mudanças no governo implicaram mudanças nos planos da estátua. Além disso, ela é claramente uma estátua de imperador romano, e não de um rei do Reino Unido. Enfim, lembro que tinha algumas outras curiosidades em torno da estátua, mas não lembro quais.

Carlos II: rei do Reino Unido ou imperador romano?!


12.6. Gladstone's Land e as escadas em Edimburgo
De lá, passamos pela Gladstone's Land, uma construção do século XVII no meio da Royal Mile, que é uma popular atração turística: o interior do prédio foi restaurado e mostra como era a vida em Edimburgo no século XVII. De lá a gente andou mais um pouco pelo centro, com a guia sempre contando histórias interessantes sobre Edimburgo. Por exemplo, as escadas!

Um vestígio de escada antiga em Edimburgo, com cinco degraus. Ou seriam quatro?

As escadas antigas das casas particulares de Edimburgo tinham uma peculiaridade: um degrau falso! Como nessa uma da foto, um dos degraus era exageradamente estreito. A idéia era que os donos da casa soubessem onde fica o degrau falso, mas não um eventual invasor, que se espatifaria lá e ia fazer barulho (além de se machucar), acordando todo mundo e forçando-o a sair correndo (e eventuamente sem um dente). A guia inclusive citou um prédio turístico de Edimburgo onde tinha um degrau assim até hoje (não me lembro mais qual) (qual prédio, não qual degrau, evidentemente).

12.7. The Hub e uma vista do Castelo de Edimburgo
De lá, fomos até The Hub

The Hub, em Edimburgo

The Hub tem bem uma cara de igreja, né? Pois bem, mas não é. Ou não é mais. Era uma igreja, construída em 1840 e poucos, até 1929, quando deixou de ser usada como igreja. E, atualmente, é um dos centros do Festival de Edimburgo, com salas para eventos e um café, o Hub Café. Tudo isso num prédio que foi uma igreja, o que é bom, consideravelmente estranho, vai! Eu nunca tinha me perguntado o que acontecia com prédios de igreja que deixavam de ser igrejas, sei lá, achei que prédios de igreja nunca deixassem de ser igreja, mas não parece ser o caso...
De lá, descemos uma rua da onde a gente teve uma primeira visão do Castelo de Edimburgo.

Castelo de Edimburgo. E essa é só a vista dos fundos!

Bom, eu já citei o castelo aqui antes, mas não disse nada sobre ele. O rochedo onde fica o castelo é habitado desde o século 9 a.C. (!!!) e os registros mais antigos de uso como castelo real são do século XII. No século XVII, o castelo passou a ser uma fortaleza militar. Atualmente, é uma das maiores atrações turísticas da Escócia e abriga atualmente um museu, apesar de ainda ter uma presença militar. E, bom, o castelo é muuuuuuuuuuuuuuuuuito bonito (ao menos por fora; a gente não entrou...): fica no alto de um rochedo, num dos pontos mais altos da cidade, e é gigante, ele se destaca e é um verdadeiro cartão postal de Edimburgo.

12.8. Victoria Street e Grassmarket
De lá, fomos para o Victoria Terrace, um pequeno terraço logo acima da Victoria Street. A Victoria Street é atualmente uma rua de comércio, bem turística, com várias lojas e vários pubs, e termina na Grassmarket, uma antiga praça no centro da cidade. Essa praça foi a praça central de comércio da cidade do século XIII até o começo do século XX e, em 1630, ela foi escolhida como a praça onde seriam realizadas as execuções, que aconteciam antes na Castel Hill ou na Mercat Cross. Várias pessoas foram executadas lá ao longo dos anos, e vários casos de execução ficaram famosos. Um deles foi o da Maggie Dickson, que, em 1728, foi condenada por ter um filho fora do casamento e foi enforcada. No entanto, no caminho para o enterro, ouviram-se barulhos do caixão, e na verdade ela estava viva. A lei na Escócia proibia que uma pessoa fosse punida duas vezes pelo mesmo crime, e então a Maggie Dickson acabou ganhando uma segunda chance - e foi a única a conseguir "escapar" da pena de enforcamento, e ela hoje dá nome a um pub na Grassmarket.

Vista panorâmica da Grassmarket


12.9. Bobby
Fizemos uma pausa na Grassmarket (afinal, a gente já tinha feito quase duas horas de tour) e depois continuamos em direção ao Greyfriars Kirkyard, um cemitério de Edimburgo. Dentre as várias histórias sobre o cemitério, a que é a mais famosa é sem dúvida a do Bobby, um cãozinho que passou 14 anos da sua vida indo diariamente até o túmulo do seu dono, que era um vigia noturno de Edimburgo e morreu de tuberculose em 1858. O cão ficou famoso na sua época, e, ao morrer, a igreja recusou-se de enterrá-lo no cemintério, já que aquele era um solo consagrado e não podia conter um cachorro não-batizado. A solução para o dilema foi enterrar o cachorro bem perto da porta do cemitério, onde o solo não era consagrado. A história do cãozinho ficou famosa: tem vários filmes sobre ela hoje, e a estátua dele é um dos grandes pontos turísticos de Edimburgo. A estátua era originalmente virada para o cemitério, mas um pub local virou-a ao contrário para que a fachada do pub aparecesse nas várias fotos que são tiradas da estátua.

Bobby, o cãozinho do século XIX mais famoso de Edimburgo


12.10. Monumento a Sir Walter Scott
De lá, andamos pela Ponte George IV em direção à Royal Mile e descemos uma rua para ter uma vista do monumento a Sir Walter Scott. Sir Walter Scott foi um escritor do século XIX que ficou famoso no mundo inteiro na época. Nunca li nada dele para saber se é tão bom assim, mas, pelo monumento que fizeram para ele, deve ser. Afinal, bem no meio de Edimburgo, no East Princes Street Gardens, tem um monumento a Sir Walter Scott de 61 metros de altura. O monumento é um dos pontos de destaque de Edimburgo, e é possível subir os 287 degraus para chegar até o topo.

Monumento a Sir Walter Scott. Não é todo escritor que ganha um desses...


12.11. Pedra do Destino
O tour terminou no West Princes Street Gardens, onde a guia nos contou a saga da Pedra do Destino. Essa pedra tem, aparentemente, história, já que a lenda diz que ela foi utilisada como travesseiro por Jacó (Gênesis 28:11, para os curiosos), e sabe lá como ela foi parar na Escócia, virando a pedra sobre a qual os reis da Escócia sentavam para serem coroados já em 847 e sendo usada para tal até 1296, quando ela foi tomada por Eduardo I após uma guerra contra a Escócia. A pedra foi colocada no Trono do Rei Edward, trono usado na coroação dos reis ingleses desde 1308 (que está atuamente na Westminster Abbey, que eu visitei lá em Londres =D (parte 8.22 desse post)), e, bom, ficou lá até... 1996! Ou quase. No Natal de 1950, um grupo de estudantes resolveu que já estava na hora da Pedra do Destino voltar pra Escócia, e resolveram ir até Westminster pra pegá-la de volta. Evidentemente, o pegá-la de volta envolvia roubá-la de lá e, para a provável surpresa deles, o plano deu certo. Ou quase. No processo de remoção da pedra, ela, bom... quebrou! (na verdade, isso foi o que disse a nossa guia, e o que tá escrito na Wikipédia em francês e em espanhol, mas a Wikipédia em inglês diz que eles encontraram a pedra já quebrada e que ela deveria estar assim há séculos (estratégia do "não fui eu", pelo visto...)). E, claro, o pessoal sentiu falta da pedra bem mais rápido do que eles esperavam, ou seja, antes de eles voltarem para a Escócia. Eles acabaram se escondendo com a pedra roubada por um tempo, ainda na Inglaterra, e conseguiram disfarçá-la suficientemente bem para passar pelo controle policial na Escócia. Voltando lá, a pedra foi entregue (de forma escondida) a um político local, que conseguiu levá-la num restaurador ("nem parece que quebrou, tá novinha!"). Ela ficou escondida até abril de 1951, quando foi abandonada na Arbroath Abbey, e, assim que a polícia britânica soube, ela foi devolvida pra Westminster Abbey. Ela acabou voltando pra Escócia em 1996, desta vez de forma oficial, e fica atualmente no Castelo de Edimburgo. E uma curiosidade quanto à pedra é que existe uma profecia quanto a ela: onde a pedra estiver, os escoceses reinarão. De fato, em 1296, a pedra foi retirada da Escócia, e em 1603 (tá, demorou um tempo...) o rei escocês James IV virou rei da Inglaterra, unificando as coroas da Inglaterra e da Escócia. Em 1996, a pedra foi devolvida para a Escócia e, em 1999, a Escócia voltou a ter um parlamento próprio. No mínimo curioso...

12.12. Vista do Castelo e fim da visita guiada
E, depois da história sobre a Pedra do Destino, a gente terminou a visita no meio do West Princes Street Gardens, que, quando o tempo ajuda, é um dos melhores pontos para se tirar fotos do Castelo de Edimburgo. Não foi tanto o caso, já que estava bem nublado, mas mesmo assim ainda deu pra tirar umas fotos boas...

Castelo de Edimburgo visto do West Princes Street Gardens

Depois do tour, a guia ainda levou quem quis para uma lanchonete, onde a gente almoçou uns lanches gigantes com uma promoção de compre dois e pague um exclusiva pro pessoal da visita guiada ainda =D

12.13. Whisky
Depois do almoço, fomos até uma loja de whisky que tinha umas visitas aos locais de produção de whisky com uma degustação no final. Esse treco ficava no final da Royal Mile (ou no começo, depende do referencial), pertinho do Castelo de Edimburgo. Entramos lá na loja de whisky, mas, bom, eu não comprei nada, e também não estava nem um pouco a fim de ficar para a visita. Então eu, o Hayssam e o Chico acabamos partindo, com o objetivo de ir até o monumento a Sir Walter Scott e subir no topo.

12.14. O clima em Edimburgo
Antes de falar sobre a subida no monumento, algumas palavras sobre o clima em Edimburgo. Sempre chove em Edimburgo. Ponto. Tá certo, a gente só ficou três dias na Escócia, dois em Edimburgo, mas foram três dias com chuva, e Edimburgo tem fama de ter bastante chuva: são, em média, 240 dias de chuva por ano. A chuva é um tanto imprevisível: pode estar sol, mas, de repente, o tempo começa a fechar e chove, às vezes bem pouco, só uma garoa, mas, bom, chove.
Outro clima em Edimburgo é um clima meio fantasmagórico. Edimburgo é uma das cidades onde aparentemente os fantasmas mais aparecem - ou ao menos onde as histórias deles são bem divulgadas, a ponto de ter um tour fantasma (no qual a gente foi, diga-se de passagem). A cidade parece que tem um ar fantasmagórico, talvez pela cara dos prédios da cidade antiga: pedras amarelo-escuras tendendo pro preto devido ao tempo, parece ser um lugar ideal para os fantasmas. Somando-se a isso o clima gerado por praças onde foram queimadas e enforcadas várias pessoas ao longo dos tempos e histórias fantasmagóricas que atravessaram os séculos, Edimburgo acaba sendo considerada uma das cidades mais fantasmas.
E o terceiro ponto, que não sei se está relacionado com o fato de eu ter ido na época do festival ou não, é que tinha um som contínuo de gaita de foles em Edimburgo. Em todo lugar dava pra se ouvir gaita de foles, era incrível! Escoceses (vestidos com kilt, claro) tocando gaitas de fole nas esquinas, nas ruas, às vezes sozinhos, às vezes em grupo... enfim, em Edimburgo, você tem noção de que você está de fato na Escócia!

12.15. Monumento a Sir Walter Scott (agora subindo até o topo)
Resolvemos ir até o monumento a Sir Walter Scott: dada a sua altura e a sua localização bem no centro da cidade, ele parecia ser um ótimo lugar para ter uma vista boa de Edimburgo. E de fato é. Para subir no monumento, são 287 degraus (0,973 Lozère na escala polytechnica de dificuldade de escadas), com uma ou duas paradas na metade com pontos de observação já.

Turistando na frente do monumento a Sir Walter Scott

Como dá pra se ver na foto, o monumento vai ficando bem estreito na ponta, e o mesmo ocorre com as escadas: logo antes de chegar lá no topo, as escadas ficam exageradamente estreitas, a ponto de a largura da escada ficar quase igual à distância entre os ombros! E, chegando lá em cima, o espaço disponível para você andar é estreitíssimo, você fica muito apertado lá.

No topo do monumento a Sir Walter Scott, com o Holyrood Park no fundo

Apesar de ser exageradamente estreito lá em cima, vale muito a pena. A vista é incrível, e eu tirei 71 fotos de lá de cima (eu disse que a vista era incrível!)

Vista da cidade antiga do topo do Scott Monument. Na foto, dá pra ver a cidade antiga, o Castelo de Edimburgo, a Galeria Nacional, parte da Academia Real Escocesa e o Princes Street Gardens


Outra vista da cidade antiga, agora do lado do Holyrood Park

Não lembro exatamente quanto paguei pra entrar, mas lembro que era mó barato, e a vista vale muito a pena!

12.16. Calton Hill
De lá, o Chico foi embora, e eu e o Hayssam fomos até a Calton Hill. Calton Hill é um morro no centro de Edimburgo que foi comprado em 1724 pelo governo municipal, passando a ser um dos primeiros parques públicos do Reino Unido. Há vários monumentos no parque, e ótimos lugares para ver a cidade; o topo do parque tem 100,42m de altitude. Lá ficam, por exemplo, o Nelson's Monument, um monumento a Horatio Nelson, e também o National Monument, um monumento construído para comemorar os soldados escoceses mortos nas guerras napoleônicas e que consiste num Parthenon. Ou consistiria: a construção começou em 1826, mas, três anos depois, ela foi parada por falta de dinheiro, e nunca continuou (e os pobres soldados escoceses mortos nas guerras napoleônicas ficaram com meio monumento só...). Lá em cima também fica o observatório da cidade e outras coisas aleatórias, incluindo um canhão português (Eu disse que eram coisas aleatórias!!!).

Na frente do Monumento Nacional

Andamos um pouco lá por cima, passando por todas as coisas que tinha por lá

Cidade antiga vista de Calton Hill

E aproveitamos também a vista da cidade, além dos diversos caminhos que tem por lá.

Cidade nova vista de Calton Hill


12.17. Um passeio pela Royal Mile e o Palácio de Holyroodhouse
A essa altura do nosso primeiro dia em Edimburgo (sim, primeiro dia ainda!), a gente já tinha visto uma bela metade da Royal Mile, mas ainda faltava uma outra. Eu e o Hayssam decidimos andar no outro sentido na Royal Mile, até o Palácio de Holyroodhouse. Não tem muuuuuita coisa de turístico na Royal Mile até o Palácio de Holyroodhouse, são mais lojas normais e restaurantes. Tá, lojas nem tão normais assim...

Uma loja de kilts!! Com manequins usando kilts!! Coisas que você só vê na Escócia!

Mas, a menos de lojas de kilts com manequins usando kilts, as outras lojas são normais mesmo. No final da Royal Mile, tem o Palácio de Holyroodhouse. A gente chegou lá um pouco tarde já, e não tinha mais visita pro palácio; tivemos que nos contentarmos com tirar fotos no portão do lado de fora.

Palácio de Holyroodhouse

Ao menos do lado de fora, o Palácio não é lá nada taaaaaaaaaaaaaaaaanto assim, não é lá o que se diga "nossa, que palácio", mas é bem bonitinho, e acho que combina muito bem com a arquitetura da cidade e com a cara de Edimburgo. Também, o palácio é antigo como várias coisas na cidade: o palácio atual é de 1500. Logo de frente pro palácio, tem o Parlamento Escocês, em um estilo completamente diferente, já que o prédio atual foi inaugurado em 2004. Ele é bem mais moderninho, mas bem legal ainda assim.

Na frente do Parlamento Escocês

E, bom, dado que eu já escrevi 10 páginas de texto descrevendo um único dia em Edimburgo, dá pra imaginar como esse dia foi cansativo. Eu tava morto de cansaço a essa hora (acho que dá pra ver pela minha cara no foto, não?), e então eu e o Hayssam fomos comer alguma coisa e voltamos pro albergue. O pessoal até saiu à noite pra comer uma pizza ou algo assim, não lembro, mas eu, chegando no albergue, fui direto tomar um banho e dormir, que o dia seguinte prometia ser animado!

12.18. Procurando o monstro (sim, o do Lago Ness)
Quando a gente planejou a viagem pra Escócia, a gente achou que seria muito inviável ir para o Lago Ness: ele fica muuuuuuuuito ao norte, longe de todas as grandes cidades, e simplesmente desencanamos. Inocência de turistas! Claro que em Edimburgo tem umas 20 empresas de turismo diferentes que fazem visita ao Lago Ness e, mais geralmente, às Highlands, as terras ao norte na Escócia, que representam uma Escócia bem mais tradicional e bem menos turística que a Escócia de Edimburgo. A gente só teve o trabalho de escolher uma, no nosso primeiro dia lá, que fizesse visitas no dia seguinte e que tivesse vaga pra 6 brasileiros. E, bom, no nosso segundo dia em Edimburgo, a gente acordou cedo pra ir pra nossa visita às Highlands, que ia durar a maior parte do dia.

12.19. O guia
Chegamos no ponto de partida do tour de manhãzinha. Conhecemos o nosso guia, o Chris. A primeira impressão que tive dele foi normal, tipo, um guia turístico, mas, conforme a viagem foi passando, a impressão foi mudando um bocado. O grupo de turistas em que a gente foi era constituído basicamente de jovens na faixa dos 19 até uns 23 anos, algo assim, e o guia queria passar a impressão do tiozão que entendia tudo de jovens, salvo que ele se esqueceu que jovens de 19 a 23 anos não são adolescentes de 15 anos... ele dizia que a gente deveria pensar nele como o primo escocês distantes que a gente tinha acabado de descobrir que tinha... enfim, a opinião final que fiquei dele foi meio ambígua: ele até que era gente boa, mas tratava a gente meio que como crianças às vezes. E, bom, outra coisa era o nacionalismo exagerado dele. Ele falava como se fosse evidente que a Escócia necessitasse urgentemente da independência do Reino Unido pra constituir um país independente. Bom, ele pode evidentemente ter essa idéia, mas ficar pregando isso pra turistas estrangeiros, do jeito que ele fazia, parecia que ele tava querendo fazer uma lavagem cerebral na gente pra que a gente acreditasse nele. Mas, bom, sei lá, por outro lado, ele parecia fazer aquilo por acreditar naquilo mesmo, e não parecia tão mal assim. De forma que eu achei o nosso guia uma personalidade bem estranha, e não consigo dizer se gostei ou não dele.

12.20. A viagem até as e pelas Highlands da Escócia
Partimos bem cedinho e, no começo, a paisagem parecia uma paisagem de campo normal; não estávamos tão longe assim de grandes cidades. Depois de vários quilômetros, a paisagem começou a se modificar, a ficar mais rural. Depois de um tempo, paramos em um pequeno vilarejo, Pitlochry, para uma pausa para café e banheiro. Continuamos até a nossa próxima parada, já nas Highlands escocesas, numa região de floresta, à beira de um rio.

Segunda parada nas Highlands, à beira de um rio

Ficamos um bom tempo lá, enquanto o guia falava algumas coisas sobre a região e mostrava alguns frutos comestíveis. De lá, continuamos a viagem, e a nossa terceira parada foi num grande vale, com uma paisagem típica das Highlands.

Um vale nas Highlands escocesas

Continuamos a viagem, e a paisagem foi ficando mais montanhosa, até chegarmos ao lago Lochy, que fica um pouco ao sul do lago Ness. A vista lá era realmente muito boa; apesar de não termos parado, o lago é bem comprido e a estrada o segue por um bom tempo, e acabei tirando algumas fotos de dentro do ônibus mesmo.

Lago Lochy, logo ao sul do Lago Ness

E, em seguida, chegamos ao lago Ness.

12.21. Loch Ness
Ao se chegar no lago Ness, a primeira coisa que você vê é o monstro é isso:

Mas isso é um lago ou é um rio?!

Mas logo você percebe que, bom, aquilo é um rio que vai até o Lago Ness, e que o lago mesmo, atrás de algumas árvores, tem cara de ser bem maior, apesar de ainda não ser possível de vê-lo. Naquele ponto do lago, tem uma minúscula cidade, com lojinhas de souvenires (e bichos de pelúcia do monstro!!), lojas de comida e as empresas que realizam os passeios de barco no lago. Compramos o bilhete pro passeio de barco, depois comida, e depois entramos no barco.

Bom, parece ter um lago grandinho ali atrás...

O passeio de barco no Lago Ness vale a pena. O lago é beeeeem grande, e, do barco, não dá pra ver o final dele. Ele é fino e comprido, mas mesmo assim a distância entre as laterais é considerável. A água do lago é meio escura, não sei bem porque, mas, bom, acho que isso dificulta um pouco a visão do monstro...

Loch Ness!

Dentro do barco, tem monitores que mostram o perfil do fundo do lago na região em que o barco está, pra quem quer procurar o monstro com um pouco mais de tecnologia do que os próprios olhos. Mas a maior parte do pessoal fica em cima, onde dá pra ter uma bela vista do lago.

Procurando o tal do monstro...

O barco faz um tour pelo lago, que dura cerca de uma hora. E, em uma hora, é claro que dá pra vê-lo, o monstro do lago Ness!

O monstro do lago Ness!!!

Porque, afinal, qual a graça de ir pro Lago Ness e não tirar foto do monstro?! =D E não, não é montagem! Simplesmente, o pessoal do barco teve a brilhante idéia de colar adesivos com silhuetas de monstro nos vidros do barco, pros turistas que querem mesmo uma foto do monstro conseguirem uma!

E o monstro tem até filhotinho!

Enfim, o passeio no Lago Ness vale a pena, a paisagem é muito bonita e, apesar de não dar pra ver o monstro de verdade, dá pra aproveitar bastante a vista.

Vista ultra-panorâmica do Lago Ness


12.22. Mais Highlands... ou não!
Depois do passeio de barco, como não tem muita coisa mais pra fazer por lá, o plano era voltar por uma outra estrada e aproveitar a paisagem das Highlands, parando em mais alguns lugares. No entanto, tinha acontecido um acidente, e a estrada que a gente ia pegar tinha sido fechada, e não ia ser aberta tão cedo. Não tinha outro caminho pra desviar da parte fechada, a não ser fazer o mesmo caminho que a gente tinha feito na ida por boa parte, deixando de passar em alguns lugares que estavam previstos, e foi o que fizemos, contornando antes o lago Ness e passando pelo Castelo de Urquhart, um castelo de data de construção incerta, de cerca do começo do século XIII, e que foi destruído em 1692 por guerras entre clãs. O castelo já chegou a ser um dos maiores da Escócia, e hoje é possível visitar as suas ruínas, o que a gente não fez por falta de tempo.

Castelo de Urquhart
De lá, voltamos pela mesma estrada que a gente tinha vindo, passando por um outro vilarejo e fazendo uma pausa para comida em uma lojinha na saída de um vilarejo, ao lado de um campo com ovelhas.

Algo mais escocês que um campo com ovelhas? Só se tivesse um pastor de kilt também!

O guia nos deu a opção de voltar direto ou de fazer um desvio e passar por Stirling, uma das cidades que estavam no plano original, para ver o Castelo de Stirling. No entanto, esse desvio ia atrasar a volta em ao menos umas duas horas; além disso, estava chovendo um bocado e todo mundo estava cansado, e a gente acabou voltando direto pra Edimburgo, cortando um pouco a viagem.

12.23. Tour fantasma
Como eu já comentei, Edimburgo é uma cidade conhecida pelo seu ambiente meio fantasmagórico e, pra entrar no clima, a Sandemans New Europe Tours também tem um Ghost Tour de Edimburgo. O Ghost Tour é bem interessante: a gente parte à noite e, em cada lugar que a gente pára, a guia vai contando histórias sobre Edimburgo. Eu lembro que as histórias eram bem interessantes, mas, bom, pedir para eu me lembrar das histórias já é demais (até porque eu fiz esse tour no dia 9 de agosto e hoje é dia 1 de novembro!!). Diferente da visita guiada, que era de graça, o Ghost Tour era pago, mas nada absurdamente caro, e era mais ou menos o que se paga espontàneamente pela visita guiada. O local de partida era o mesmo, mas o trajeto era bem diferente: a gente partia da cidade antiga e, passando pela North Bridge, visitava alguns prédios na cidade nova e também o Calton Old Burial Ground, um cpequeno cemitério, onde a guia contou algumas das histórias dos poltergeits que mais o assombravam. De lá, fomos para Calton Hill, que, à noite, é muito bonita. O Monumento Nacional fica iluminado, fica bem legal.

Monumento Nacional à noite. Eu juro que ao vivo é legal, é só que o fotógrafo não é lá aquelas coisas...

A vista que se tem da cidade, tanto da cidade antiga quanto da cidade nova, é muito boa, mas, bom, o fotógrafo aqui não é lá tão bom, e o melhor que eu consegui foi isto:

Vista da cidade antiga a partir de Calton Hill

E, no final do tour, a gente ainda ganhava uma cerveja / vinho de graça num pub lá. A gente ficou lá só durante o tempo de tomar o que a gente tinha pego, e já voltamos, que no dia seguinte cedo a gente iria para Glasgow.

E, bom, é isso de Edimburgo. Teria muita coisa a mais pra fazer por lá; valeria muito a pena passar mais um dia, mas, enfim, o cansaço já estava forte e a gente ainda tinha mais uma cidade, Glasgow, antes dos próximos dois dias de descanso em Paris.
# postado por Gui em 6:33 PM
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