Porque a quinta não foi cansativa só por causa da faxina. Eu tinha um seminário na Supélec (a uns 10min de ônibus da Polytechnique e a mais de 1h daqui da onde eu moro) que eu jurava que era às 10h da matina, e na verdade era às 14h30. Resultado: peguei o ônibus pra lá à toa, e ainda fiquei esperando um tempão até perceber que tinha algo errado...
Sexta-feira foi o amphi de départ. Comentei, nesse post do ano passado, sobre o amphi de départ dos X2007. Essencialmente, é uma apresentação feita em anfiteatro em que os alunos vão mostrando, ao longo de várias horas, diversas apresentações representando os últimos dois anos que vivemos na Polytechnique. Eu fui lá pra escola só para ver e acabei me decepcionando um pouco. A impressão que tive é que não foi um amphi tão bom quanto o dos X2007. Agora, por quê? Não sei. Por um lado, as apresentações pareciam meio sem graça. Além do quê, parecia mal organizado em alguns momentos. Mas acho que o que domina é o sentimento de não pertencer àquilo. Depois de dois anos na Polytechnique, a impressão que dava é que os X2008 não são a minha turma de verdade. Eu não sentia que era a minha turma, entende? Eles contavam histórias da turma em que eu não via muita graça em geral, e, mesmo nas engraçadas, eu via aquilo de um ponto de vista meio externo, sem sentir que aquilo fazia parte da minha história na Polytechnique. Creio que eu não seja o único assim. A impressão que dá é que boa parte dos alunos é assim, tirando uns 100 ou 200 que são os que participam de todas as atividades, organizam todos os eventos e estão em todos os grupos de alunos, os que são os mais vistos por todo mundo. O resto, os neverseens, acho que acabam tendo uma experiência diferente da Polytechnique... Bom, enfim, não sei, só sei que saí do amphi de départ bem antes de acabar para pegar o trem de volta pra Paris.
E hoje foi dia de passear por Paris. A previsão do tempo estava bem favorável, com um delicioso calor de 22°C, então eu e o George resolvemos ir de bicicleta até o centro de Paris. Tem uma estação de Velib, o serviço público de bicicletas de Paris, aqui perto de casa, e aí a gente pegou uma bicicleta lá e fomos atééééé o centro de Paris. Saímos meio sem rumo, só pra conhecer o caminho mesmo, e acabamos decidindo por ir tomar um sorvete na Berthillon, uma das sorveterias mais famosas de Paris.
Caminho de bicicleta de Vincennes até o centro de Paris, andando um pouco pelo centro, num total de mais de 13km.
Foi legal andar de bike pelo centro de Paris; além do quê, já deu pra ver que o caminho pra chegar até lá é fácil, só andar em linha reta praticamente. A única dica é não ir até o Forum des Halles: foi quase impossível deixar a bicicleta por lá, porque todos os pontos de Velib estavam praticamente lotados!!
E depois dessa experiência de Velib, eu e o George fomos com mais um monte de brasileiros num barzin aqui. O nome do bar: "Mecânica Ondulatória". Pois é, pelo visto não tinha um bar com nome mais nerd pro pessoal escolher... mas tava bom, e, além de tudo, a música era boa; além disso, foi bom pra descobrir que o último metrô pra cá é às 2h da matina e que dá pra voltar da estação de metrô pra casa de bicicleta, o que é ótimo =D
Bom, por essa semana é isso. O post ficou meio longo e eu ainda não coloquei as prometidas fotos do meu apartamento novo depois de organizar as minhas coisas aqui, mas, assim que eu terminar de arrumar o quarto, eu coloco! Inté! \o_
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